Quinta, 29 Junho 2017 15:51

Comunidades indígenas da Amazônia integram a RSB-Social

Escrito por  Equipe RSB-Social
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Diretoria executiva da RSB-Social visita escola em Yauareté Diretoria executiva da RSB-Social visita escola em Yauareté

Acolhendo os apelos dos responsáveis regionais irmã Alaíde Deretti, FMA, e padre Natale Vitali, SDB, e também as exigências da responsabilidade confiada à Diretoria Executiva da RSB-Social, entre os dias 29 de abril e 16 de maio, irmã Silvia Aparecida da Silva e padre Agnaldo Soares Lima foram conhecer os locais de missão no Alto Rio Negro. Mais precisamente, na região conhecida como Triângulo Tucano (Taracuá, Pari Cachoeira e Nova Fundação, Yauaretê e Fátima) e em Assunção de Içana, comunidades em que os salesianos e as salesianas chegaram a partir de 1914.

 

Conhecer de perto a ação social e missionária desenvolvida entre as populações indígenas dessas localidades mostrou-se de importância fundamental para compreender a realidade, as dificuldades e os desafios que envolvem todo o trabalho ali desenvolvido atualmente.

 

Na perspectiva de ressignificação da ação social salesiana, sob a qual tem se colocado o trabalho das obras e presenças sociais em todo o Brasil salesiano, também a ação missionária necessita ser refletida, planejada e renovada. Pelas suas especificidades e peculiaridades geográficas e culturais, e a partir desse primeiro contato ainda superficial e limitado, os animadores da RSB-Social reconhecem a beleza e a importância do trabalho ali realizado, mas também os desafios que se impõem para uma resposta atual e transformadora. Entre os momentos fortes da visita destacaram-se:

 

Celebrações

Em todas as localidades visitadas foram realizadas celebrações eucarísticas envolvendo toda a comunidade. Significativa e rica de simbologia é a expressão de fé vivenciada nas comunidades. O que hoje se pode ver e celebrar é o resultado da ação de missionárias e missionários convictos da própria fé e, portanto, capazes de evangelizar. Demonstram a profundidade e a intensidade de como foi conduzido o processo de evangelização por parte dos primeiros missionários.

 

Encontro com lideranças

A organização própria das comunidades indígenas favorece a experiência de grupos de lideranças. Nas várias comunidades visitadas os diretores da RSB-Social se encontraram com os coordenadores gerais, denominados “capitão", e demais líderes. Foi ocasião para que partilhassem um pouco da caminhada das comunidades e suas principais dificuldades e necessidades.

 

Visita aos setores da comunidade

Irmã Silvia e padre Agnaldo destacaram a oportunidade de conhecer os diferentes espaços das comunidades: ambientes escolares, centros comunitários, residências indígenas, residências das comunidades religiosas e dos párocos diocesanos, igrejas, oficinas, usinas hidroelétricas e, em Taracuá, até mesmo o cemitério onde estão sepultados seis  dos primeiros missionários.

 

Encontros nas escolas

Em todas as comunidades funcionam espaços de educação formal. Em algumas são construções recentes e em outras são utilizados antigos prédios, pertencentes à Igreja. Em comunidades mais simples ou menores esses espaços estão em condições bem precárias. Os gestores e professores, todos indígenas, são funcionários do Estado ou do Município. Há um número expressivo de alunos nas várias comunidades. Embora nem sempre o espaço físico ofereça boas condições, da parte dos alunos e dos professores há um grande interesse e empenho. São escolas com ambiente sereno e alunos que demonstram caligrafias bonitas, boa leitura e escrita, apurada capacidade intelectual e de raciocínio.

 

O que fica desta visita

A Direção Executiva da RSB-Social sentiu-se impactada positivamente pelo que pode ver e viver na visita ao Alto Rio Negro na Amazônia. Ao mesmo tempo, motivada para apoiar a ressignificação da ação missionária salesiana na região norte do Brasil. “Temos consciência que não se trata de um processo fácil e nem de uma iniciativa de resultados rápidos. Mas assim como para o restante das obras e presenças sociais salesianas no País, se faz necessária a coragem de assumir o desafio e, com responsabilidade e ardor – próprios de Dom Bosco e Madre Mazzarello –, ir ao encontro desta que é uma velha, mas ao mesmo tempo ‘nova periferia’ à qual somos convocados” afirma padre Agnaldo.

 

As particularidades do respeito à cultura e às tradições indígenas trazem também suas exigências para o contexto das respostas a serem dadas. “Temos que buscar o preparo antropológico e a participação dos religiosos e das religiosas indígenas para caminhar com segurança, respeito e efetividade”, explica irmã Silvia. “O investimento nas vocações que dali surgem e também na formação de professores autóctones, que  já acontece, apresentam-se como importante solução a médio prazo. Salientamos também a necessidade de investimento para a formação na área de gestão e planejamento”, completa.

 

Lido 634 vezes Modificado em Terça, 08 Agosto 2017 15:25

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