Terça, 06 Março 2018 14:38

Libéria: Os Salesianos novamente em Tappita

Escrito por  ANS
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A missão salesiana em Tappita, na selva liberiana, África está renascendo depois de um afastamento forçado: a missão foi fundada pelos Salesianos já antes da guerra civil na Libéria (1989-1997), mas em seguida foi entregue ao clero local pela impossibilidade de comunicações e de pessoal. Nesta fase de renascimento, precisa de tudo: desde pequenas coisas, como um apito para o juiz numa partida no oratório ou os subsídios de animação catequética, até àquelas mais exigentes, como reequipar a escola, criar o Centro Juvenil… É uma realidade em que o espírito pioneiro da missão fundamenta cada uma das atividades de educação, desenvolvimento social, evangelização.

 

Os três Salesianos que reassumiram a missão passaram três meses formando uma visão adequada da realidade, tentando compreender os desafios e esboçar um plano de ação. Atualmente eles residem na Casa que foi das Irmãs da Consolata até o advento da guerra, quando também elas tiveram de abandonar a Libéria. Nos últimos 20 anos o edifício foi usado em parte pelo sacerdote que visitava a missão de vez em quando e depois de forma permanente.  Entretanto a deterioração foi progressiva e rápida.

 

Para o tempo e festas de Natal, a comunidade decidiu adotar o método de “fazer como sempre se fez” para ver e apreender a situação. Apesar dos desafios próprios da realidade de Tappita – energia elétrica e água racionadas, vias de comunicações apenas esboçadas, dificuldades linguísticas com a população – os religiosos começaram a dar forma às atividades pastorais.

 

Em janeiro reuniram-se todos os grupos da Paróquia – Conselho Pastoral, Comissão Econômica, homens, mulheres, jovens, coroinhas, Coral, as várias Associações: “Todas as tardes, das 17 em diante, ‘pusemo-nos à escuta’”, explicou o padre Riccardo Castellino, SDB.

 

A paróquia conta também com 24 estações missionárias pelos povoados. Os Salesianos decidiram visitar todas: assim, cada domingo um deles fica na Paróquia e os outros dois circulam pelas vilas vizinhas.

 

O povo local é simples, pobre: vive da agricultura. Não falta comida, mas não há dinheiro. Todas as comunidades, com o pouco que têm, levantaram ou estão levantando uma igrejinha de pau a pique e cobertura de zinco. “Há muito que fazer e isso implica um grande dispêndio de energias e de meios materiais. Mas também eles são filhos de Deus e merecem toda a nossa atenção!”, conclui o padre Castellino.

 

Fonte: ANS

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