Segunda, 06 Março 2017 21:28

Salesiano participa do Congresso Internacional de Música Sacra, no Vaticano

Escrito por  Fládima Christofari
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Na manhã de sábado, 4 de março, o Papa Francisco recebeu no Vaticano cerca de 400 participantes de um congresso internacional organizado pelo Pontifício Conselho da Cultura e pela Congregação para a Educação Católica em Roma. “Música e Igreja: culto e cultura, há 50 anos da Musicam sacram” é o nome do evento, uma experiência de encontro, diálogo e reflexão sobre a música sacra e seus aspectos culturais e artísticos. Um dos participantes deste congresso é o compositor e músico padre Osmar Bezutte – salesiano da Inspetoria de Campo Grande.

O objetivo do congresso, realizado entre os dias 2 e 4 de março, foi aprofundar, do ponto de vista interdisciplinar e ecumênico, a relação atual entre a música sacra e a cultura contemporânea; entre o repertório usado pela comunidade cristã e as atuais tendências musicais. Foi analisada ainda a formação estética e musical do clero e dos leigos engajados na vida pastoral.

O discurso do Papa ao grupo 

Discursando ao grupo, o Papa Francisco lembrou que o primeiro documento elaborado pelo Concílio Vaticano II foi precisamente a Constituição sobre a liturgia Sacrosanctum Concilium. As instruções nela contidas são ainda hoje atuais, principalmente a sua premissa: “A ação litúrgica tem uma forma mais nobre se celebrada em canto e com a participação dos fiéis”.

Para o Papa, o desafio da Igreja neste campo é salvaguardar e valorizar o patrimônio herdado do passado utilizando-o com equilíbrio no presente e evitando o risco de uma visão ‘nostálgica ou arqueológica’.

“A música sacra e o canto litúrgico devem ser plenamente inculturados nas linguagens artísticas e musicais da atualidade, encarnando e traduzindo a Palavra de Deus em cantos, sons e harmonias que façam vibrar o coração de nossos contemporâneos, criando um clima emotivo oportuno, que disponha à fé e suscite o acolhimento e a plena participação no mistério que se celebra”, afirmou o Papa Francisco.

O Pontífice advertiu os participantes para o risco da superficialidade e da banalidade em detrimento da beleza e da intensidade das celebrações, por causa do encontro com a modernidade e a introdução das línguas faladas na Liturgia. Nesse sentido, segundo ele, músicos e compositores, diretores e coristas, animadores de liturgia, podem contribuir preciosamente com a renovação, principalmente qualitativa, da música sacra e do canto litúrgico. Para favorecer esse percurso, é preciso promover uma formação musical adequada, inclusive dos sacerdotes, no diálogo com as correntes musicais dos nossos tempos e com atitude ecumênica.

Concluindo o discurso, Francisco afirmou que “a música sacra e o canto litúrgico têm o dever de nos oferecer o sentido da glória de Deus, de sua beleza e de sua santidade que nos envolve como uma ‘nuvem luminosa’”.

Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso com informações da Rádio Vaticana

Lido 1258 vezes Modificado em Quarta, 08 Março 2017 17:27
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