Segunda, 19 Janeiro 2015 16:54

Papa fala aos jovens de Manila

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“Só quando o coração é capaz de chorar, podemos compreender algumas coisas. (….) Certas realidades da vida só se veem com os olhos purificados pelas lágrimas. Peço que cada um se pergunte: já aprendi a chorar?”,  esta foi uma das reflexões mais tocantes dirigidas pelo Papa Francisco aos fiéis e aos jovens de Manila, no decorrer da sua viagem às Filipinas.

Terça, 06 Janeiro 2015 16:16

Pobreza e Solidariedade

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“Não é possível que a morte por enregelamento de um idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa de Valores. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte...Em consequência desta situação, grandes massas da população veem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, em um beco sem saída”. É o que nos diz  o Papa Francisco acerca da pobreza no mundo em sua ‘Evangelii Gaudium’. E acerca da solidariedade assim termina sua consideração: ‘Ficar indiferentes à solidariedade põe-nos fora da vontade do Pai Celeste e do seu projeto”.

Ao meio-dia deste 1º de janeiro de 2015 o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontifício para recitar a Oração mariana do Angelus com os milhares de fieis que lotavam a Praça São Pedro, a Praça Pio XII e a Via da Conciliação. Num domingo de clima festivo, céu azul e muito frio, o Papa recordou a maternidade de Maria, nossa filiação divina e que “a paz é possível. A oração é a raiz da paz”.

 

A ‘exploração do homem por parte do homem’ constitui uma ‘chaga’ e um ‘fenômeno abominável’ que ‘leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a liberdade e a dignidade’. Escreve o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2015 - dedicada ao tema ‘Já não escravos mas irmãos’ - convidando a vencer a indiferença e a ‘realizar gestos de fraternidade em relação a quantos são mantidos em estado de escravidão’. Em particular o Pontífice lança ‘um urgente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade, e a quantos são testemunhas, de perto ou de longe, também nos níveis mais altos das instituições, da chaga da escravidão contemporânea’, exortando-os a ‘não se tornarem cúmplices deste mal’ e a ‘não desviar o olhar perante os sofrimentos dos seus irmãos e irmãs em humanidade, privados da liberdade e da dignidade’.

Como de costume, depois de uma Viagem Apostólica, o Santo Padre dedicou a Audiência Geral, de 3 de dezembro, a partilhar com todos os fiéis as experiências e as impressões tidas na sua última viagem à Turquia.  Pontuando as etapas importantes, o Papa Francisco recordou comovido os pequenos refugiados, com quem se encontrou em Istambul, e os Salesianos que deles cuidam.

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