Confira a síntese da carta cardeal Charles Maung Bo – Salesiano e arcebispo de Yangun, sobre o Mianmar.
 
 
Um lamento agoniado, de verdadeiro pastor e de verdadeiro cidadão do Mianmar, é o lançado pelo cardeal Charles Maung Bo – Salesiano e arcebispo de Yangun, presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia – o qual, observando com o travo da amargura o que o Mianmar era e poderia ser, e os tantos males que hoje o afligem, torna a insistir: “A paz é possível! A paz é a única via!”. A seguir, uma síntese da Carta do Purpurado.
 
Mianmar! Foi grande o seu passado! Uma vez o chamavam “Terra de Ouro”. Terra bendita, com tesouros acima e abaixo do solo.
 
O Mianmar possui 50% da “Madeira de Ouro”, do Teak. Seus rios, majestosos, dançam pelos campos sedutores, regando florestas luxuriantes: campos que fizeram do Mianmar o arrozal da Ásia quando o Mianmar parecia ser o dom de um Deus indulgentemente pródigo.
 

“Chora e soluça, ó Pátria minha querida!”
 

Com todos esses tesouros, o Mianmar é hoje um dos países mais pobres do sudeste asiático: deve mendigar investimentos estrangeiros...; e é o ‘Programa Alimentar Mundial’ quem lhe deve matar a fome.
 

“Chora e soluça, ó Pátria minha querida!”
 

Uma vez éramos a inveja do mundo. Nos anos ‘50 e inícios dos ‘60, éramos a nação rica do Sul asiático. Mianmar era um paraíso, o país mais rico do sudeste asiático, que se orgulhava das melhores universidades e de uma cultura temperada quer por uma educação de qualidade, quer por uma rica tradição espiritual.
 

“Chora e soluça, ó Pátria minha querida!”
 

Esse terrestre paraíso foi mutilado num inferno virtual. Sessenta anos de ásperos conflitos alimenta grupos armados em cada tribo! O rio Irrawaddy - mãe de todos nós - é uma testemunha muda dos rios de sangue que hão banhado esta terra. Só o elenco dos ódios recíprocos e das injustiças perpetradas para tornar tudo isso nauseante. Mais de um milhão os refugiados por guerras. Mais de um milhão os deslocados internos, em um país cuja taxa de pobreza gira pelos 40%...
 
O sofrimento do Mianmar não se deve a nenhum mau karma nem é nenhuma vontade de Deus. Foi a estupidez dos homens que transformaram a uma terra de ouro num pesadelo. E visto que se trata de desastre feito pelo homem, só pode ser sustado pela boa vontade dos homens e das mulheres.
 
Não é demasiadamente tarde. Se investirmos na esperança e na paz, podemos voltar àquela originária Terra de Ouro. A estrada para a paz, aberta pela Conferência de Panglong não é perfeita: mas é um ponto de partida. Dê-se uma trégua ao som das armas, dê-se uma possibilidade à paz, porque a paz é possível. A paz é a única via.
 
Que a minha Pátria possa quanto antes despertar nesse sonho de liberdade. De liberdade e de prosperidade.
 
Cardeal Charles Bo, SDB
 

Foi divulgada esta quinta-feira (13/06) a mensagem do Papa Francisco para o III Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado em 17 de novembro. O Santo Padre recorda que a promoção dos pobres, mesmo social, não é um compromisso à parte do anúncio do Evangelho. “A todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres, peço que se empenhem para que este Dia Mundial possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade”, conclama o Papa Francisco.

 

Nos dias 5 a 8 de junho, a Rede Salesiana Brasil esteve presente no Congresso da OIEC 2019 em Nova York, sendo representada pela diretora executiva da Rede Salesiana Brasil de Escolas (RSB-Escolas), Ir. Adair Aparecida Sberga. O Congresso deste ano teve como tema: “Educar no humanismo solidário para construir ‘uma civilização de amor’. As escolas católicas se comprometem”. O evento foi sediado pela Fordham University – Universidade Jesuíta de Nova York, Campus Lincoln.

 

Com a apresentação do pedido para que seja aberto o processo sobre as virtudes e a fama de santidade do padre Galli, sacerdote italiano falecido em 12 de junho de 2012, sobem a 169 os candidatos à santidade da Família Salesiana.

 

Eles não podem ir à escola, mal têm tempo de comer e não descansam nos finais de semana. Eles não sabem o que é brincar com outras crianças. Esta é a vida de 158 milhões de menores em todo o mundo, que em vez de ir à escola ou ao parque de diversões são vítimas de trabalho infantil e realizam atividades de adultos. Sem considerar que, em quase metade dos casos (73 milhões) elas estão envolvidas em atividades nocivas à saúde. O Papa Francisco, recordando o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho), escreve: "As crianças devem poder brincar, estudar e crescer num ambiente pacífico. Ai daqueles que sufocam nelas o alegre impulso da esperança!”.

 

A iniciativa partiu de um jovem salesiano e envolveu um grupo de 40 crianças (de 4 a 7 anos) com suas catequistas e animadoras: construir uma ponte de solidariedade entre a Sicília, região do sul da Itália, e o Senegal, país africano no qual os salesianos mantém diversas ações sociais. Assim nasceu o projeto “Infância Missionária”, que permitiu explicar na prática às crianças pequenas o valor do acolhimento e da ajuda ao próximo.

 

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