Dom Bosco: educador e próximo do povo

Terça, 23 Fevereiro 2016 14:59 Escrito por  InfoANS
Dom Bosco: educador e próximo do povo InfoANS
Dom Bosco, visto de perto, é muito conhecido: ele próprio escreveu muito sobre si e há milhares de páginas de testemunhas, em geral Salesianos. Mas, como foi visto fora das casas salesianas, no último decênio da sua vida e até a virada historiográfica do pós-Concílio?

A questão foi posta pelos 38 relatores do Congresso Internacional “Percepção da figura de Dom Bosco fora da obra salesiana de 1879 a 1965”, realizado em Turim, de 28 de outubro a 1º de novembro de 2015, promovido pela Associação dos Cultores da História Salesiana (ACSSA), no encerramento do ano bicentenário (2016).

A resposta interpretativa é complexa, dado que cada época lê os fatos da história segundo a própria ótica, respondendo às próprias questões. E assim foi para Dom Bosco, interpretado segundo as situações de cada país.

 

Por exemplo, diante da “questão social”, que atormentava meia Europa entre os séculos 19 e 20, foi visto pelo mundo católico como o pioneiro da ação social cristã. Na Índia, a teologia popular “secular” de Dom Bosco foi acolhida em alguns ambientes educativos nas tribos do Nordeste, mas também no Sul; as Filipinas, católica, dedicaram-lhe escolas, clubes, clínicas; a Tailândia, budista, difundiu em algumas escolas o seu método educativo.

 

Na laica França, onde se aprovavam leis hostis à Igreja e às congregações religiosas, Dom Bosco era celebrado e admirado pelo sentimento popular, que o reconhecia como um novo São Vicente de Paulo, um novo São Francisco de Sales, um novo Santo Cura d’Ars.

 

No Brasil, quando se discutia onde colocar a Capital Federal e havia opiniões políticas diversas, levou a melhor a região de Brasília “sonhada” 70 anos antes por Dom Bosco. Na Eslovênia, os Salesianos esforçaram-se não pouco para fazer entender que a obra do apreciadíssimo Dom Bosco não era predominantemente dedicada à reeducação, mas era preventiva.

 

O ícone de Dom Bosco até meados do século passado foi recebido um pouco em todos os lugares no imaginário popular. Resultou um santo muito amado e simpático. Ele era visto como muito próximo do povo, das famílias, das comunidades locais e entrou na geografia cultural, religiosa, social, educativa, missionária da primeira metade do século 20. Depois, modificou-se na estação historiográfica dos decênios sucessivos, permanecendo, contudo, sempre um educador de rosto humano afável, um santo italiano, mas significativo em nível internacional.

 

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Última modificação em Terça, 23 Fevereiro 2016 17:18

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Terça, 23 Fevereiro 2016 14:59 Escrito por  InfoANS
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Dom Bosco, visto de perto, é muito conhecido: ele próprio escreveu muito sobre si e há milhares de páginas de testemunhas, em geral Salesianos. Mas, como foi visto fora das casas salesianas, no último decênio da sua vida e até a virada historiográfica do pós-Concílio?

A questão foi posta pelos 38 relatores do Congresso Internacional “Percepção da figura de Dom Bosco fora da obra salesiana de 1879 a 1965”, realizado em Turim, de 28 de outubro a 1º de novembro de 2015, promovido pela Associação dos Cultores da História Salesiana (ACSSA), no encerramento do ano bicentenário (2016).

A resposta interpretativa é complexa, dado que cada época lê os fatos da história segundo a própria ótica, respondendo às próprias questões. E assim foi para Dom Bosco, interpretado segundo as situações de cada país.

 

Por exemplo, diante da “questão social”, que atormentava meia Europa entre os séculos 19 e 20, foi visto pelo mundo católico como o pioneiro da ação social cristã. Na Índia, a teologia popular “secular” de Dom Bosco foi acolhida em alguns ambientes educativos nas tribos do Nordeste, mas também no Sul; as Filipinas, católica, dedicaram-lhe escolas, clubes, clínicas; a Tailândia, budista, difundiu em algumas escolas o seu método educativo.

 

Na laica França, onde se aprovavam leis hostis à Igreja e às congregações religiosas, Dom Bosco era celebrado e admirado pelo sentimento popular, que o reconhecia como um novo São Vicente de Paulo, um novo São Francisco de Sales, um novo Santo Cura d’Ars.

 

No Brasil, quando se discutia onde colocar a Capital Federal e havia opiniões políticas diversas, levou a melhor a região de Brasília “sonhada” 70 anos antes por Dom Bosco. Na Eslovênia, os Salesianos esforçaram-se não pouco para fazer entender que a obra do apreciadíssimo Dom Bosco não era predominantemente dedicada à reeducação, mas era preventiva.

 

O ícone de Dom Bosco até meados do século passado foi recebido um pouco em todos os lugares no imaginário popular. Resultou um santo muito amado e simpático. Ele era visto como muito próximo do povo, das famílias, das comunidades locais e entrou na geografia cultural, religiosa, social, educativa, missionária da primeira metade do século 20. Depois, modificou-se na estação historiográfica dos decênios sucessivos, permanecendo, contudo, sempre um educador de rosto humano afável, um santo italiano, mas significativo em nível internacional.

 

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