A conquista assume particular relevância num contexto marcado por adversidades, onde, até recentemente, os alunos eram obrigados a percorrer até cinco quilômetros diários para ter acesso à educação.
A escola foi erguida no âmbito do projeto “Juzoor – Uma escola para a liberdade”, promovido pela ONG salesiana Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento (VIS), em parceria com associações do Piemonte, Itália, além de uma ampla rede de parceiros italianos e palestinos.
A iniciativa mobilizou mais de 500 doadores, oitenta por cento dos quais são famílias, alunos e pequenos grupos e arrecadou mais de 120 mil euros. Trata-se de uma mobilização popular que converteu a solidariedade em ação, estabelecendo uma ponte entre a Itália e a Palestina sustentada pela confiança, responsabilidade e participação.
Juzoor, em árabe, significa “raízes”: um nome que traduz com precisão a essência do projeto, voltado à construção de bases sólidas e de uma identidade livre por meio da educação.
As obras tiveram início em 26 de novembro de 2025 e avançaram com rapidez, tornando-se um símbolo expressivo: construir enquanto, ao redor, prevalece a destruição.
Espaço seguro e digno
A escola tem quatro salas de aula, um espaço dedicado à infância, instalações de apoio e um pátio interno. Um ambiente simples, essencial, capaz de garantir às crianças um espaço seguro e digno para estudar e crescer.
Hoje, a escola pulsa de vida: as salas se enchem de vozes, cadernos e sorrisos. Meninas e meninos ocupam suas carteiras, alinham-se no pátio e partilham o cotidiano escolar junto a seus professores.
Mais do que um edifício, a escola representa uma escolha inequívoca: investir na educação como instrumento de dignidade, proteção e futuro.
No futuro, a iniciativa será ampliada com apoio psicológico, assistência pediátrica e a construção de uma segunda escola na região de Yatta. Outro projeto já está em curso: a escola Aisha Khalil, no distrito de Yatta, no governadorado de Hebron, na Área C, próxima às colinas de Masafer Yatta.