A beatificação representa o reconhecimento público do testemunho de fé desses religiosos; fé que se mostrou mais forte do que a violência, o medo e a própria morte.
Em meio ao contexto de ódio imposto pelos regimes totalitários durante a II Guerra Mundial, eles permaneceram fiéis a Cristo, à Igreja e à vocação salesiana até o fim. Suas vidas e seu martírio evidenciam que a fé não é uma ideia abstrata, mas uma escolha concreta que, nos momentos de provação, exige coragem e fidelidade.
Vitória do amor sobre o mal
A beatificação não serve apenas para lembrar a trágica história: configura-se tanto a celebração da vitória do amor sobre o mal, quanto a demonstração da beleza da vocação salesiana, concretizada nas diversas formas de serviço à juventude.
O martírio que eles assumiram não foi fruto de desespero, mas expressão de uma adesão consciente e deliberada à Cruz, compreendida como caminho de fidelidade a Deus e ao próximo; sinal da continuidade da entrega da própria vida a Cristo; e da consagração assumida no momento da profissão religiosa.
Sinal de esperança
Nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, a atitude dos nove salesianos tornou-se sinal eloquente de esperança, testemunhando que, mesmo em tais condições, o ser humano pode conservar a liberdade interior e a fidelidade à própria consciência.
Os indivíduos que os sentenciaram à morte acreditavam-se poderosos e vencedores. O episódio, entretanto, demonstrou que os verdadeiros vencedores foram aqueles que aparentavam ser os derrotados.