Alberto Marvelli era engenheiro, educador, professor da juventude riminense, esportivo, secretário ‘comunal’. Foi morto com apenas 28 anos, em um trágico acidente. Padre Pierluigi Cameroni, postulador geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, traça-lhe um breve perfil.
Uma vida jovem, feita de paixão social e testemunho cristão! A matriz da formação humana, apostólica, espiritual de Alberto é salesiana. Os filhos de Dom Bosco percebem logo de que têmpera se trata: empenham-no, confiam nele, guiam-no pelo caminho do crescimento espiritual. Aos 15 anos já é um animador do oratório: anima, de fato, os meninos e adolescentes em uma sadia visão do esporte e do divertimento, oferecendo-lhes muitas possibilidades de encontro.
Dentre todos os bons jovens do oratório emerge por suas virtudes não comuns e pela aparente facilidade e espontaneidade com que faz também as coisas mais difíceis.
Quando em 9 de julho de 1933 Pio XI proclama a heroicidade das virtudes do Venerável Domingos Sávio, o fato desperta nos ambientes salesianos um eco enorme, e influi profundamente na alma do Alberto adolescente. Há traços disso em seu comportamento e em seu Diário. Escreve no dia 8 de dezembro de 1934: “Consagrei o meu coração a Maria Imaculada”; e na Páscoa de 1935: “Jesus, antes morrer que pecar”, e acompanha tal exclamação um detalhado programa de vida. Assim fizera Domingos Sávio. Dele também imitou o amor à Eucaristia e o estilo apostólico do serviço e sorriso. Durante a II Guerra Mundial se distingue por sua solidariedade heróica relativamente aos próprios concidadãos e, sucessivamente, por seu empenho cultural e político na reconstrução da cidade.
Em 2004 João Paulo II o proclamou bem-aventurado.