Padre Elia Comini, SDB, será beatificado em 27 de setembro Destaque

Terça, 20 Janeiro 2026 13:32 Escrito por  Agência Info Salesiana
O Salesiano de Dom Bosco, padre Elia Comini, sacerdote e mártir, será beatificado no dia 27 de setembro deste ano em Bolonha, na Itália. A celebração será presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos.


No mesmo dia, também serão beatificados os Veneráveis Servos de Deus Ubaldo Marchioni, presbítero diocesano, e o padre Martino Capelli, Dehoniano.

Padre Elia Comini

Padre Elia Comini nasceu em Madonna del Bosco, Calvenzano di Vergato (Bolonha), no dia 7 de maio de 1910. Dom Fidenzio Mellini, ex-aluno de Dom Bosco em Turim, o orientou para os Salesianos de Finale Emilia.

Ele ingressou no noviciado em 1º de outubro de 1925, fez a primeira profissão religiosa em 3 de outubro de 1926 e a profissão perpétua em 8 de maio de 1931. Foi ordenado sacerdote em Brescia, em 16 de março de 1935, e viveu nas casas salesianas de Chiari, na província de Brescia, até 1941, e de Treviglio, na província de Bérgamo, entre 1941 e 1944.

No verão de 1944, retornou algumas vezes ao Apenino bolonhês para cuidar da mãe, já idosa e sozinha, e para colaborar na ação pastoral do padre Fidenzio Mellini.

Foi para Salvaro em 24 de junho, onde ficou por três meses, até falecer. Durante esse tempo, ofereceu suporte à população afetada pela guerra, incentivou a vida litúrgica e fomentou a participação nos sacramentos.

Padre Elia também acompanhou as religiosas e viveu um apostolado vigoroso, realizando todas as obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais. Além disso, desempenhou o papel de mediador entre os diversos envolvidos no conflito: a população civil, os partisans (membros de tropas) e os soldados alemães da Wehrmacht (forças armadas da Alemanha nazista), que mantiveram a casa paroquial sob ocupação por um mês, de 1º de agosto a 1º de setembro de 1944.

Fraternidade sacerdotal

O Servo de Deus fundou, com o jovem dehoniano, padre Martino Capelli, uma fraternidade sacerdotal que os uniu no ministério e no martírio. Na manhã de 29 de setembro de 1944, padre Elia correu com o padre Martino em direção à Creda, onde tropas da SS da 16ª Divisão Blindada acabavam de perpetrar um massacre: óleos sagrados e relicário com algumas partículas eucarísticas os identificavam, claramente, como sacerdotes no exercício do seu ministério de consolar os moribundos. Capturados, despojados dos sinais sacerdotais e obrigados a carregar munições como animais de carga, padre Elia e padre Martino viveram naquele dia uma verdadeira paixão.

Transferidos à “Casa dos birocciai” em Pioppe di Salvaro, durante a noite, eles passaram dois dias intensos, acreditando desde o começo que estão condenados à morte. Contudo, permanecem próximos aos detentos, sempre prontos para confortá-los, auxiliá-los e, por fim, absolver.

Grito de piedade

Na noite de 1º de outubro de 1944, foram mortos junto ao grupo dos “incapazes”, perto do barril da ‘canapiera’ – ao final de uma macabra encenação na qual os prisioneiros foram obrigados a atravessar uma passarela antes de serem metralhados: padre Comini, entoando a Ladainha e gritando "Piedade!", transformou-a num avanço orante em direção ao céu. Pouco antes de sua morte, um alemão bate violentamente nas mãos dele e seu breviário cai entre os corpos. Padre Elia entoou as Ladainhas e, por fim, gritou: “piedade!”. Como não foi possível recuperar os corpos, posteriormente as comportas foram abertas e a corrente impetuosa do rio Reno levou para sempre aqueles restos já consumidos.

Padre Ubaldo Marchioni

Padre Ubaldo Marchioni foi um sacerdote exemplar, fiel à sua comunidade mesmo nos momentos mais dramáticos da Segunda Guerra Mundial. Após muitos anos de estudo e amizades feitas no seminário, ele foi ordenado em 1942.

Em maio de 1944, ele começou a trabalhar na paróquia de San Martino di Caprara e Casaglia. No dia 29 de setembro de 1945, durante o massacre nazista, ele permaneceu ao lado de seus fiéis até ser brutalmente assassinado nos degraus do altar de Casaglia. Entre os escombros do altar, foi encontrada uma píxide (vaso sagrado) perfurado por projéteis, símbolo eloquente de fé e martírio.

“Os padres Elia Comini, Martino Capelli e Ubaldo Marchioni, juntamente com o beato Giovanni Fornasini, foram jovens sacerdotes que encarnaram a caridade do Bom Pastor, dando a vida por seu rebanho e com seu rebanho, como fiéis ministros dos mistérios da redenção e artesãos da paz, da justiça e da reconciliação”, recorda o padre Pierluigi Cameroni, postulador geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana.

Por: Agência Info Salesiana

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Padre Elia Comini, SDB, será beatificado em 27 de setembro Destaque

Terça, 20 Janeiro 2026 13:32 Escrito por  Agência Info Salesiana
O Salesiano de Dom Bosco, padre Elia Comini, sacerdote e mártir, será beatificado no dia 27 de setembro deste ano em Bolonha, na Itália. A celebração será presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos.


No mesmo dia, também serão beatificados os Veneráveis Servos de Deus Ubaldo Marchioni, presbítero diocesano, e o padre Martino Capelli, Dehoniano.

Padre Elia Comini

Padre Elia Comini nasceu em Madonna del Bosco, Calvenzano di Vergato (Bolonha), no dia 7 de maio de 1910. Dom Fidenzio Mellini, ex-aluno de Dom Bosco em Turim, o orientou para os Salesianos de Finale Emilia.

Ele ingressou no noviciado em 1º de outubro de 1925, fez a primeira profissão religiosa em 3 de outubro de 1926 e a profissão perpétua em 8 de maio de 1931. Foi ordenado sacerdote em Brescia, em 16 de março de 1935, e viveu nas casas salesianas de Chiari, na província de Brescia, até 1941, e de Treviglio, na província de Bérgamo, entre 1941 e 1944.

No verão de 1944, retornou algumas vezes ao Apenino bolonhês para cuidar da mãe, já idosa e sozinha, e para colaborar na ação pastoral do padre Fidenzio Mellini.

Foi para Salvaro em 24 de junho, onde ficou por três meses, até falecer. Durante esse tempo, ofereceu suporte à população afetada pela guerra, incentivou a vida litúrgica e fomentou a participação nos sacramentos.

Padre Elia também acompanhou as religiosas e viveu um apostolado vigoroso, realizando todas as obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais. Além disso, desempenhou o papel de mediador entre os diversos envolvidos no conflito: a população civil, os partisans (membros de tropas) e os soldados alemães da Wehrmacht (forças armadas da Alemanha nazista), que mantiveram a casa paroquial sob ocupação por um mês, de 1º de agosto a 1º de setembro de 1944.

Fraternidade sacerdotal

O Servo de Deus fundou, com o jovem dehoniano, padre Martino Capelli, uma fraternidade sacerdotal que os uniu no ministério e no martírio. Na manhã de 29 de setembro de 1944, padre Elia correu com o padre Martino em direção à Creda, onde tropas da SS da 16ª Divisão Blindada acabavam de perpetrar um massacre: óleos sagrados e relicário com algumas partículas eucarísticas os identificavam, claramente, como sacerdotes no exercício do seu ministério de consolar os moribundos. Capturados, despojados dos sinais sacerdotais e obrigados a carregar munições como animais de carga, padre Elia e padre Martino viveram naquele dia uma verdadeira paixão.

Transferidos à “Casa dos birocciai” em Pioppe di Salvaro, durante a noite, eles passaram dois dias intensos, acreditando desde o começo que estão condenados à morte. Contudo, permanecem próximos aos detentos, sempre prontos para confortá-los, auxiliá-los e, por fim, absolver.

Grito de piedade

Na noite de 1º de outubro de 1944, foram mortos junto ao grupo dos “incapazes”, perto do barril da ‘canapiera’ – ao final de uma macabra encenação na qual os prisioneiros foram obrigados a atravessar uma passarela antes de serem metralhados: padre Comini, entoando a Ladainha e gritando "Piedade!", transformou-a num avanço orante em direção ao céu. Pouco antes de sua morte, um alemão bate violentamente nas mãos dele e seu breviário cai entre os corpos. Padre Elia entoou as Ladainhas e, por fim, gritou: “piedade!”. Como não foi possível recuperar os corpos, posteriormente as comportas foram abertas e a corrente impetuosa do rio Reno levou para sempre aqueles restos já consumidos.

Padre Ubaldo Marchioni

Padre Ubaldo Marchioni foi um sacerdote exemplar, fiel à sua comunidade mesmo nos momentos mais dramáticos da Segunda Guerra Mundial. Após muitos anos de estudo e amizades feitas no seminário, ele foi ordenado em 1942.

Em maio de 1944, ele começou a trabalhar na paróquia de San Martino di Caprara e Casaglia. No dia 29 de setembro de 1945, durante o massacre nazista, ele permaneceu ao lado de seus fiéis até ser brutalmente assassinado nos degraus do altar de Casaglia. Entre os escombros do altar, foi encontrada uma píxide (vaso sagrado) perfurado por projéteis, símbolo eloquente de fé e martírio.

“Os padres Elia Comini, Martino Capelli e Ubaldo Marchioni, juntamente com o beato Giovanni Fornasini, foram jovens sacerdotes que encarnaram a caridade do Bom Pastor, dando a vida por seu rebanho e com seu rebanho, como fiéis ministros dos mistérios da redenção e artesãos da paz, da justiça e da reconciliação”, recorda o padre Pierluigi Cameroni, postulador geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana.

Por: Agência Info Salesiana

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