Da escola pública ao doutorado direto na Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora, que é natural de Lorena, SP, hoje atua com foco no estudo do câncer de mama e no desenvolvimento de novas possibilidades de diagnóstico e tratamento.
A escolha pela Biologia, segundo ela, não foi imediata. “Eu não tinha certeza do curso que queria fazer. Pensava em Engenharia Bioquímica, sempre gostei muito dessa área da ciência. Mas meu pai sempre via meu interesse por Biologia no Ensino Médio e sugeriu que eu conhecesse o curso”, relembra.
Após assistir às apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) em 2016, decidiu ingressar no curso de Ciências Biológicas no UNIFATEA, iniciando a graduação em 2017.
Durante a formação, Letícia atuou como aluna de iniciação científica nas áreas de microbiologia aplicada, sob orientação da professora doutora Aline Francisca De Souza, e também em zoologia e educação, com o professor doutor Ricardo Mendonça Neves Dos Santos. Além disso, desenvolveu pesquisa em biotecnologia industrial na USP-Lorena e participou de cursos e estágios voltados à biotecnologia humana.
“O biólogo pode atuar em muitas áreas. No começo, a gente acha que é só cuidar de animais, mas existem diversas possibilidades, principalmente nas áreas da saúde, biodiversidade, meio ambiente e biotecnologia”, destaca. Foi justamente na biotecnologia humana que encontrou sua principal área de interesse. “Sempre gostei de genética e bioquímica. Dentro dessa área, podemos fazer inúmeras coisas, tanto dentro quanto fora do laboratório.”
Estágio de aperfeiçoamento
Em 2020, realizou estágio de aperfeiçoamento no Laboratório de Biomoléculas e Sinalização Celular da USP-SP. Na sequência, ingressou no mesmo laboratório no Doutorado Direto pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, com bolsa CAPES (nota 7), sob orientação da doutora Ana Claudia Oliveira Carreira.
Sua pesquisa de doutorado teve como foco o estudo de vesículas extracelulares no microambiente tumoral do câncer de mama triplo negativo, um dos subtipos mais agressivos da doença. O objetivo foi compreender o perfil molecular dessas estruturas e suas possíveis aplicações em diagnóstico e tratamento. Além disso, investigou o papel da proteína CD90 como potencial alvo terapêutico para o câncer de mama.
Em 2024, Letícia realizou parte do doutorado na Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio, EUA, sob orientação do doutor Umut A. Gurkan. No período, trabalhou com sistemas microfluídicos para modelagem do microambiente tumoral, ampliando a experiência internacional e o aprofundamento científico na área.
A trajetória da Letícia evidencia o papel da formação acadêmica e da iniciação científica no desenvolvimento de profissionais preparados para atuar em pesquisas de relevância nacional e internacional.
Por: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida