Jovem em experiência formativa faz música em homenagem às Irmãs Salesianas Destaque

Quinta, 06 Agosto 2026 10:02 Escrito por  Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
Lucas Nistler, noviço residente na comunidade Salesiana São Sebastião, em Jaboatão dos Guararapes, PE, compôs uma música em homenagem às Filhas de Maria Auxiliadora, que foi lançada nesta quarta-feira, 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.


Em um bate-papo com o Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), Lucas falou sobre a sua vida, a sua trajetória como músico e compositor e como surgiu a inspiração para a composição da canção que homenageia às FMA.

 

Âmbito da Comunicação: quem é Lucas Nistler?

Lucas Nistler: sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19 de dezembro do ano 2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.

Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15, já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.

Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.

 

Âmbito da Comunicação: você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina?

 

Lucas Nistler: pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.

 

Âmbito da Comunicação: quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos?

 

Lucas Nistler: eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.

A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.

As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum “Corações Ardentes, Pés a Caminho” que lancei em maio deste ano; “Madrecita” que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e “Dom Bosco em nós”, composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X, da qual sou natural.

Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é “Dom Bosco, pai e mestre” que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia.

 

Âmbito da Comunicação: a música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano?

Lucas Nistler: a música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de “tocar ou cantar bem”, a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos.


Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: “sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo”.

 

Âmbito da Comunicação: você compôs uma música que tem por título “Filhas de Maria Auxiliadora”. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse?

Lucas Nistler: a primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul, SC, na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs Salesianas que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa.


O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.

 

Âmbito da Comunicação: qual a frase/expressão da música “Filhas de Maria Auxiliadora” tem mais significado para você? Por quê?

 

Lucas Nistler: acho que a expressão é “ter no rosto um sorriso por ser essa missão”, quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional.

 

Por: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

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Última modificação em Quinta, 06 Agosto 2026 10:13

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Jovem em experiência formativa faz música em homenagem às Irmãs Salesianas Destaque

Quinta, 06 Agosto 2026 10:02 Escrito por  Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
Lucas Nistler, noviço residente na comunidade Salesiana São Sebastião, em Jaboatão dos Guararapes, PE, compôs uma música em homenagem às Filhas de Maria Auxiliadora, que foi lançada nesta quarta-feira, 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.


Em um bate-papo com o Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), Lucas falou sobre a sua vida, a sua trajetória como músico e compositor e como surgiu a inspiração para a composição da canção que homenageia às FMA.

 

Âmbito da Comunicação: quem é Lucas Nistler?

Lucas Nistler: sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19 de dezembro do ano 2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.

Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15, já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.

Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.

 

Âmbito da Comunicação: você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina?

 

Lucas Nistler: pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.

 

Âmbito da Comunicação: quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos?

 

Lucas Nistler: eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.

A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.

As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum “Corações Ardentes, Pés a Caminho” que lancei em maio deste ano; “Madrecita” que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e “Dom Bosco em nós”, composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X, da qual sou natural.

Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é “Dom Bosco, pai e mestre” que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia.

 

Âmbito da Comunicação: a música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano?

Lucas Nistler: a música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de “tocar ou cantar bem”, a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos.


Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: “sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo”.

 

Âmbito da Comunicação: você compôs uma música que tem por título “Filhas de Maria Auxiliadora”. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse?

Lucas Nistler: a primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul, SC, na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs Salesianas que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa.


O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.

 

Âmbito da Comunicação: qual a frase/expressão da música “Filhas de Maria Auxiliadora” tem mais significado para você? Por quê?

 

Lucas Nistler: acho que a expressão é “ter no rosto um sorriso por ser essa missão”, quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional.

 

Por: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

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