Conte-nos sobre a sua história?
Meu nome é Clóvis Mushindo Tsongo. Sou natural da República Democrática do Congo e pertenço à Inspetoria da África Central. Desde fevereiro de 2025, estou em missão na Inspetoria São Salesiana Pio X, de Porto Alegre, no Brasil.
Cresci numa família de três filhos. Tenho um irmão e uma irmã. Conheci os salesianos em minha cidade, quando estava concluindo o Ensino Médio. Embora a minha paróquia não fosse salesiana, meu primeiro contato com os Filhos de Dom Bosco ocorreu por meio do padre Bienvenu Kasereka, que na época ainda estava em formação. Mais tarde, foi ele quem me apresentou ao padre Kizito Tembo, então responsável pela Pastoral Vocacional Salesiana.
O que o levou a escolher o caminho missionário?
Em minha cidade há vários grupos missionários que anunciam o Evangelho e promovem a educação. Também a paróquia era administrada por religiosos missionários. Posso dizer que minha vocação sacerdotal nasceu de minha primeira vocação missionária. Antes de entrar para os Salesianos de Dom Bosco, quis saber se o carisma salesiano tinha uma dimensão missionária, porque sentia que esse era o meu caminho. Depois, naturalmente, veio todo o processo de discernimento.
Posso dizer que a primeira vocação que reconheci dentro de mim foi a missionária. Depois, quando conheci os salesianos, compreendi que havia encontrado a Congregação que procurava.
Quem é Dom Bosco para você?
Para mim, Dom Bosco é, como também afirma a Igreja, Pai e Mestre da Juventude. Essa é, podemos dizer, a definição fundamental e, para mim, já diz tudo; não seria preciso acrescentar mais nada. Ele soube ler e compreender a realidade dos jovens e oferecer-lhes uma perspectiva positiva que os conduzisse a Deus.
Quando cheguei ao Brasil, minha terra de missão, vi que também aqui os Salesianos continuam vivendo e promovendo o carisma de Dom Bosco por meio da educação e da evangelização, a serviço da salvação dos jovens. Da minha parte, ao abraçar a vida salesiana, escolhi seguir esse mesmo caminho, com a mesma finalidade: contribuir para a salvação dos jovens.
O que você está construindo e o que espera construir no futuro com as pessoas da sua terra de missão?
Não penso em nada de extraordinário, mas, como disse, apenas em levar adiante o carisma salesiano. A missão não começa comigo: onde estou, Dom Bosco é muito conhecido. Encontrei Dom Bosco em meus coirmãos, e minha missão, agora e no futuro, será trabalhar com eles: com e pelos jovens.
No Congo, também há muitos salesianos que vivem o carisma de Dom Bosco. Por que você não optou por ficar em seu país para evangelizar os jovens?
A Igreja Católica é universal, e a Congregação Salesiana faz parte dessa Igreja Católica: não tem fronteiras. A mesma missão e o mesmo serviço que, pela graça de Deus, eu poderia realizar no Congo, também posso realizar em qualquer lugar do mundo. O importante não é tanto o onde, mas, simplesmente, o fazer a vontade de Deus. Foi por isso que eu parti.