Em um bate-papo com o Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), Lucas falou sobre a sua vida, a sua trajetória como músico e compositor e como surgiu a inspiração para a composição da canção que homenageia às FMA.
Âmbito da Comunicação: quem é Lucas Nistler?
Lucas Nistler: sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19 de dezembro do ano 2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.
Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15, já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.
Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.
Âmbito da Comunicação: você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina?
Lucas Nistler: pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.
Âmbito da Comunicação: quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos?
Lucas Nistler: eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.
A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.
As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum “Corações Ardentes, Pés a Caminho” que lancei em maio deste ano; “Madrecita” que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e “Dom Bosco em nós”, composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X, da qual sou natural.
Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é “Dom Bosco, pai e mestre” que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia.
Âmbito da Comunicação: a música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano?
Lucas Nistler: a música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de “tocar ou cantar bem”, a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos.
Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: “sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo”.
Âmbito da Comunicação: você compôs uma música que tem por título “Filhas de Maria Auxiliadora”. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse?
Lucas Nistler: a primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul, SC, na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs Salesianas que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa.
O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.
Âmbito da Comunicação: qual a frase/expressão da música “Filhas de Maria Auxiliadora” tem mais significado para você? Por quê?
Lucas Nistler: acho que a expressão é “ter no rosto um sorriso por ser essa missão”, quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional.