Padre Rodolfo Komórek: o santo que morreu abençoando

Quinta, 05 Dezembro 2013 12:06 Escrito por  Ir. Alberto Gobbo
Padre Rodolfo Komórek: o santo que morreu abençoando Inspetoria Salesiana de São Paulo
No próximo dia 11 de dezembro é lembrado o 64º aniversário de morte do padre Rodolfo Komórek. São comoventes os depoimentos das poucas testemunhas que presenciaram seus últimos momentos até a sua morte e muitos são os relatos de tantas pessoas que acompanharam seu sepultamento. Leia alguns depoimentos:

Maria de Lourdes:

“Tive a grande felicidade, embora muito indignamente, de assistir à morte do padre Rodolfo. Tenho ainda gravados na memória seus últimos instantes de grande sofrimento e heróica resignação.

No último dia de sua vida, aumentou a dispneia; muito abatido, permaneceu no leito, recostado em travesseiro, imóvel na cama, com as mãos cruzadas e o terço na mão. Não deixou que o tocassem nem para tirarem o pulso... Às nove horas da manhã deu a última bênção de Nossa Senhora Auxiliadora às irmãs do sanatório que estavam presentes no quarto. Foram dadas outras bênçãos apenas com o sinal da cruz. Uma das irmãs, perguntando se ele estava se sentindo melhor, respondeu: ‘Irmã, como é duro morrer.  Faleceu às 23 horas do dia 11 de dezembro de 1949. Tinha um terço na mão e outro no pescoço. Na manhã seguinte, seus restos mortais foram preparados para serem transportados para a capelinha da residência salesiana da cidade, passando antes pelo necrotério”.

 

O funcionário do sanatório, João Baltieri acrescenta este particular:

“Trabalhava eu no sanatório quando o padre Rodolfo morreu. Fui ajudar a levar seus restos mortais ao necrotério com mais alguns companheiros. Tivemos a ideia de fazer o percurso que ele fazia quando ainda podia andar, isto é, ele passava por trás da capela e parava, por alguns momentos na direção da gruta de Nossa Senhora, para um  momento de oração. Chegando nós perto da gruta, o corpo ficou tão pesado que tivemos que parar em frente da gruta e descansar... Depois de um tempo... (o tempo que ele ficava em oração), foi possível continuar a caminhar, e o corpo já não pesava tanto...”

 

Escreve irmã Aurete Penido:

“Vi o seu enterro – um dia chuvoso e triste -  mas o povo em massa o acompanhou, mesmo doentes tuberculosos, e todos comentaram que a chuva e o vento frio não os prejudicaram”.

 

Maria Cândida Delgado: 

Quando o padre Rodolfo estava no caixão, todos faziam questão de passar o terço sobre suas santas mãos que tantos benefícios espalharam e tantas vezes abençoaram.

Durante o enterro chovia torrencialmente e ninguém abandonou o cortejo! Todos iam em fila com velas acesas e as velas não se apagaram. Por dois dias, sem interrupção, os alto-falantes anunciavam a morte e as virtudes do padre santo, e de tal modo falava que comovia a todos.

 

Um dos jornais da época assim terminou um longa e lindíssima matéria:

“Abençoando São José dos Campos, abençoando os seus filhos espirituais, abençoando as criancinhas e as mães aflitas, abençoando a vida e abençoando a morte; abençoando... assim morreu o santo, que por tão pouco tempo passou fazendo o bem no meio de nós. A sua bênção seja um penhor seguro de vitórias para nós que nesta vida continuamos a seguir o caminho que as suas virtudes nos traçaram”.

           

Ir. Alberto Gobbo

            

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Última modificação em Sábado, 30 Agosto 2014 18:26

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Padre Rodolfo Komórek: o santo que morreu abençoando

Quinta, 05 Dezembro 2013 12:06 Escrito por  Ir. Alberto Gobbo
Padre Rodolfo Komórek: o santo que morreu abençoando Inspetoria Salesiana de São Paulo
No próximo dia 11 de dezembro é lembrado o 64º aniversário de morte do padre Rodolfo Komórek. São comoventes os depoimentos das poucas testemunhas que presenciaram seus últimos momentos até a sua morte e muitos são os relatos de tantas pessoas que acompanharam seu sepultamento. Leia alguns depoimentos:

Maria de Lourdes:

“Tive a grande felicidade, embora muito indignamente, de assistir à morte do padre Rodolfo. Tenho ainda gravados na memória seus últimos instantes de grande sofrimento e heróica resignação.

No último dia de sua vida, aumentou a dispneia; muito abatido, permaneceu no leito, recostado em travesseiro, imóvel na cama, com as mãos cruzadas e o terço na mão. Não deixou que o tocassem nem para tirarem o pulso... Às nove horas da manhã deu a última bênção de Nossa Senhora Auxiliadora às irmãs do sanatório que estavam presentes no quarto. Foram dadas outras bênçãos apenas com o sinal da cruz. Uma das irmãs, perguntando se ele estava se sentindo melhor, respondeu: ‘Irmã, como é duro morrer.  Faleceu às 23 horas do dia 11 de dezembro de 1949. Tinha um terço na mão e outro no pescoço. Na manhã seguinte, seus restos mortais foram preparados para serem transportados para a capelinha da residência salesiana da cidade, passando antes pelo necrotério”.

 

O funcionário do sanatório, João Baltieri acrescenta este particular:

“Trabalhava eu no sanatório quando o padre Rodolfo morreu. Fui ajudar a levar seus restos mortais ao necrotério com mais alguns companheiros. Tivemos a ideia de fazer o percurso que ele fazia quando ainda podia andar, isto é, ele passava por trás da capela e parava, por alguns momentos na direção da gruta de Nossa Senhora, para um  momento de oração. Chegando nós perto da gruta, o corpo ficou tão pesado que tivemos que parar em frente da gruta e descansar... Depois de um tempo... (o tempo que ele ficava em oração), foi possível continuar a caminhar, e o corpo já não pesava tanto...”

 

Escreve irmã Aurete Penido:

“Vi o seu enterro – um dia chuvoso e triste -  mas o povo em massa o acompanhou, mesmo doentes tuberculosos, e todos comentaram que a chuva e o vento frio não os prejudicaram”.

 

Maria Cândida Delgado: 

Quando o padre Rodolfo estava no caixão, todos faziam questão de passar o terço sobre suas santas mãos que tantos benefícios espalharam e tantas vezes abençoaram.

Durante o enterro chovia torrencialmente e ninguém abandonou o cortejo! Todos iam em fila com velas acesas e as velas não se apagaram. Por dois dias, sem interrupção, os alto-falantes anunciavam a morte e as virtudes do padre santo, e de tal modo falava que comovia a todos.

 

Um dos jornais da época assim terminou um longa e lindíssima matéria:

“Abençoando São José dos Campos, abençoando os seus filhos espirituais, abençoando as criancinhas e as mães aflitas, abençoando a vida e abençoando a morte; abençoando... assim morreu o santo, que por tão pouco tempo passou fazendo o bem no meio de nós. A sua bênção seja um penhor seguro de vitórias para nós que nesta vida continuamos a seguir o caminho que as suas virtudes nos traçaram”.

           

Ir. Alberto Gobbo

            

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