A semente produziu bons frutos

Tuesday, 03 November 2015 13:50 Written by  Vivian Marler e Ana Cosenza
O ano de 2015 foi de grande alegria para os salesianos da Amazônia. Além dos festejos pelo bicentenário de Dom Bosco, celebrou-se o centenário da presença salesiana na região: uma ação missionária e educativa que “produziu bons frutos”.

Em 24 de maio de 2015, completaram-se 100 anos da chegada dos primeiros salesianos na Amazônia, mais precisamente no Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, AM. As comemorações pelo centenário tiveram início em 16 de agosto de 2013 e foram se intensificando em todas as obras da região nos últimos dois anos. As atividades principais ocorreram em agosto deste ano, em consonância com a comemoração do bicentenário de Dom Bosco, fundador da Família Salesiana; e incluíram as visitas do Reitor-mor dos Salesianos, em setembro, e da Madre-geral das Filhas de Maria Auxiliadora, em outubro.

O sentido das comemorações pelo centenário, mais do que promover festa, foi o de “fazer memória”, como indica a própria origem da palavra (COM-, intensificar + MEMORARE, “lembrar-se”)! As atividades, celebrações e manifestações diversas tiveram o intuito de refletir sobre os fatos e os sujeitos dessa história; sua importância social, cultural, política e religiosa na região; suas iniciativas pastorais e educativas.

 

Um pouco de história

A chegada dos salesianos à Amazônia tem suas raízes na segunda metade do século XIX, depois do Concílio Vaticano I. Nesse período houve uma tomada de consciência da necessidade de maior presença da Igreja nos lugares mais afastados do Brasil. Muitos bispos se movimentaram em busca de missionários.

A Diocese do Pará, com sede em Belém, compreendia toda a Amazônia brasileira. O bispo, dom Antônio de Macedo Costa, escreveu a Dom Bosco já em 1880, convidando os salesianos a assumirem uma obra em favor dos órfãos. Em 1882 Dom Bosco mandou a Belém o padre Luis Lasagna, inspetor dos salesianos da América, para verificar a possibilidade de atender ao pedido, mas não foi possível aceitar a proposta. No ano seguinte os salesianos iniciaram as atividades no Brasil, em Niterói, e depois em São Paulo e Mato Grosso.

A Prefeitura Apostólica do Rio Negro foi criada no dia 10 de outubro de 1910, e confiada aos Salesianos em junho de 1914. Em 1915, inicia-se a atividade missionária em São Gabriel da Cachoeira, AM, com os primeiros três salesianos: padre João Bálzola, padre José Solari e irmão José Canuto. Pouco depois, em 1823, chegaram também a São Gabriel as primeiras Filhas de Maria Auxiliadora, para cuidar da catequese e da educação das meninas indígenas.

Atualmente os salesianos atuam na Amazônia em três estados: Pará, Amazonas e Rondônia, com uma grande diversidade de obras: cinco escolas de ensino fundamental e médio; nove paróquias; 12 Centros sociais (Centros juvenis); quatro centros missionários entre povos indígenas; a Faculdade Salesiana Dom Bosco; duas casas de formação; o centro provincial e 15 comunidades religiosas. São hoje 84 religiosos salesianos, entre sacerdotes e irmãos consagrados.

As FMA estão divididas em duas inspetorias. A Inspetoria Santa Teresinha abrange a região de Manaus e do Alto Rio Negro, no Amazonas. São 64 religiosas professas e uma noviça que trabalham em obras sociais, escolas (uma particular e três conveniadas) e nas comunidades inseridas nas aldeias. Já a Inspetoria Laura Vicuña abrange escolas, obras sociais e comunidades nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia, nas quais atuam 68 irmãs.

 

Em Manaus

O nome de Dom Bosco é muito forte na cidade de Manaus, e dá nome ao colégio, foi a primeira casa salesiana a ser construída, há 94 anos. As comemorações no mês de agosto se apresentaram em várias formas, mas foi na semana que antecedeu ao bicentenário que a programação manauara foi mais forte.

Escolhido para ser o ponto central das comemorações, o Colégio Dom Bosco teve quatro dias intensos. O tríduo de Dom Bosco foi iniciado com uma missa celebrada pelo inspetor da ISMA, padre Francisco Alves de Lima (padre Chicão). Crianças e jovens se divertiram no oratório festivo. A segunda noite reuniu salesianos de todas as idades, e de todas as casas salesianas da cidade, no Festival de Teatro com o tema “Vida e Sonho de Dom Bosco”. Foram sete apresentações durante uma noite emocionante.

Na véspera do aniversário de Dom Bosco uma missa festiva celebrada por dom Mario Antônio reuniu aproximadamente setecentas pessoas na Paróquia Dom Bosco. Um arraial com comidas típicas do Amazonas fechou a noite.

Na manhã do dia 16, a primeira missa apresentou à comunidade os 17 novos coroinhas. Manaus juntou-se a nove cidades que simultaneamente lançaram, com o apoio dos Correios, o selo do Bicentenário de Dom Bosco. O dia 16 de agosto só passou no calendário, porque a programação continua. Entre outros eventos, uma exposição que contará a história do trabalho de Dom Bosco desenvolvido na Amazônia será realizada em dezembro no Palácio Rio Negro, ex-sede do Governo do Amazonas, hoje espaço cultural.

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Last modified on Monday, 09 November 2015 19:09

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A semente produziu bons frutos

Tuesday, 03 November 2015 13:50 Written by  Vivian Marler e Ana Cosenza
O ano de 2015 foi de grande alegria para os salesianos da Amazônia. Além dos festejos pelo bicentenário de Dom Bosco, celebrou-se o centenário da presença salesiana na região: uma ação missionária e educativa que “produziu bons frutos”.

Em 24 de maio de 2015, completaram-se 100 anos da chegada dos primeiros salesianos na Amazônia, mais precisamente no Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, AM. As comemorações pelo centenário tiveram início em 16 de agosto de 2013 e foram se intensificando em todas as obras da região nos últimos dois anos. As atividades principais ocorreram em agosto deste ano, em consonância com a comemoração do bicentenário de Dom Bosco, fundador da Família Salesiana; e incluíram as visitas do Reitor-mor dos Salesianos, em setembro, e da Madre-geral das Filhas de Maria Auxiliadora, em outubro.

O sentido das comemorações pelo centenário, mais do que promover festa, foi o de “fazer memória”, como indica a própria origem da palavra (COM-, intensificar + MEMORARE, “lembrar-se”)! As atividades, celebrações e manifestações diversas tiveram o intuito de refletir sobre os fatos e os sujeitos dessa história; sua importância social, cultural, política e religiosa na região; suas iniciativas pastorais e educativas.

 

Um pouco de história

A chegada dos salesianos à Amazônia tem suas raízes na segunda metade do século XIX, depois do Concílio Vaticano I. Nesse período houve uma tomada de consciência da necessidade de maior presença da Igreja nos lugares mais afastados do Brasil. Muitos bispos se movimentaram em busca de missionários.

A Diocese do Pará, com sede em Belém, compreendia toda a Amazônia brasileira. O bispo, dom Antônio de Macedo Costa, escreveu a Dom Bosco já em 1880, convidando os salesianos a assumirem uma obra em favor dos órfãos. Em 1882 Dom Bosco mandou a Belém o padre Luis Lasagna, inspetor dos salesianos da América, para verificar a possibilidade de atender ao pedido, mas não foi possível aceitar a proposta. No ano seguinte os salesianos iniciaram as atividades no Brasil, em Niterói, e depois em São Paulo e Mato Grosso.

A Prefeitura Apostólica do Rio Negro foi criada no dia 10 de outubro de 1910, e confiada aos Salesianos em junho de 1914. Em 1915, inicia-se a atividade missionária em São Gabriel da Cachoeira, AM, com os primeiros três salesianos: padre João Bálzola, padre José Solari e irmão José Canuto. Pouco depois, em 1823, chegaram também a São Gabriel as primeiras Filhas de Maria Auxiliadora, para cuidar da catequese e da educação das meninas indígenas.

Atualmente os salesianos atuam na Amazônia em três estados: Pará, Amazonas e Rondônia, com uma grande diversidade de obras: cinco escolas de ensino fundamental e médio; nove paróquias; 12 Centros sociais (Centros juvenis); quatro centros missionários entre povos indígenas; a Faculdade Salesiana Dom Bosco; duas casas de formação; o centro provincial e 15 comunidades religiosas. São hoje 84 religiosos salesianos, entre sacerdotes e irmãos consagrados.

As FMA estão divididas em duas inspetorias. A Inspetoria Santa Teresinha abrange a região de Manaus e do Alto Rio Negro, no Amazonas. São 64 religiosas professas e uma noviça que trabalham em obras sociais, escolas (uma particular e três conveniadas) e nas comunidades inseridas nas aldeias. Já a Inspetoria Laura Vicuña abrange escolas, obras sociais e comunidades nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia, nas quais atuam 68 irmãs.

 

Em Manaus

O nome de Dom Bosco é muito forte na cidade de Manaus, e dá nome ao colégio, foi a primeira casa salesiana a ser construída, há 94 anos. As comemorações no mês de agosto se apresentaram em várias formas, mas foi na semana que antecedeu ao bicentenário que a programação manauara foi mais forte.

Escolhido para ser o ponto central das comemorações, o Colégio Dom Bosco teve quatro dias intensos. O tríduo de Dom Bosco foi iniciado com uma missa celebrada pelo inspetor da ISMA, padre Francisco Alves de Lima (padre Chicão). Crianças e jovens se divertiram no oratório festivo. A segunda noite reuniu salesianos de todas as idades, e de todas as casas salesianas da cidade, no Festival de Teatro com o tema “Vida e Sonho de Dom Bosco”. Foram sete apresentações durante uma noite emocionante.

Na véspera do aniversário de Dom Bosco uma missa festiva celebrada por dom Mario Antônio reuniu aproximadamente setecentas pessoas na Paróquia Dom Bosco. Um arraial com comidas típicas do Amazonas fechou a noite.

Na manhã do dia 16, a primeira missa apresentou à comunidade os 17 novos coroinhas. Manaus juntou-se a nove cidades que simultaneamente lançaram, com o apoio dos Correios, o selo do Bicentenário de Dom Bosco. O dia 16 de agosto só passou no calendário, porque a programação continua. Entre outros eventos, uma exposição que contará a história do trabalho de Dom Bosco desenvolvido na Amazônia será realizada em dezembro no Palácio Rio Negro, ex-sede do Governo do Amazonas, hoje espaço cultural.

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