A liberdade religiosa no mundo

Tuesday, 22 November 2016 12:22 Written by  InfoANS
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Das 196 nações examinadas, em 38 delas a liberdade religiosa está “em situação difícil”: 23 registram perseguições cruéis, 12 pelo Estado e 11 por grupos militantes radicais, enquanto as demais 15 se colocam na área entre discriminação e perseguição. São sete os países nos quais é até mesmo difícil imaginar uma classificação: são aqueles em que a liberdade religiosa está em maior perigo: Arábia Saudita, Iraque, Síria, Afeganistão, Somália, Nigéria e Coreia do Norte. É o quadro apresentado pelo “Relatório sobre a liberdade religiosa no mundo”, preparado pela Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que sofre” (ACS, em italiano) e apresentado em várias sedes em âmbito internacional no último dia 15 de novembro.

“A situação mais terrível refere-se à Coreia do Norte (...). Sabemos que ali, nenhum grupo religioso pode exercer a própria fé”, disse Alessandro Monteduro, diretor de ACS-Itália, na apresentação feita em Roma.

 

O relatório, definido por Monteduro como “um instrumento para dar novamente esperança aos perseguidos”, observa que 3/4 das pessoas perseguidas ou discriminadas por causa da sua religião são cristãos. O cristianismo é, no século XXI, a confissão religiosa que mais sofre: mais de 334 milhões de cristãos vivem em países nos quais há alguma forma de perseguição e outros 60 milhões vivem em países nos quais são discriminados.

 

Além disso, com exceção de alguns casos específicos, como o Egito, onde a condição jurídica melhora, e diminuem a perseguição contra os cristãos e os episódios de violência, a violência contra os cristãos, em geral, aumenta em todo o mundo.

 

Para ficar no Oriente Médio, dom Jean Abdo Arbach, arcebispo Greco-Ortodoxo de Homs, na sofrida Síria, disse, durante a apresentação, que só naquela cidade “foram 420 os mártires cristãos”.

 

Os riscos para a liberdade religiosa, contudo, não devem ser esquecidos nem sequer no ocidente e nos países democráticos: “Na raiz do fundamentalismo há a laicização extrema que pretende erradicar a religião e gera uma reação identitária; comprimir a religião determina uma distorção do sentimento religioso (....). Pode-se fazer muito mal também com a ‘laicidade’ francesa, porque ela pode favorecer a reação fundamentalista”, foi o comentário do juiz constitucional italiano, Giuliano Amato.

 

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Das 196 nações examinadas, em 38 delas a liberdade religiosa está “em situação difícil”: 23 registram perseguições cruéis, 12 pelo Estado e 11 por grupos militantes radicais, enquanto as demais 15 se colocam na área entre discriminação e perseguição. São sete os países nos quais é até mesmo difícil imaginar uma classificação: são aqueles em que a liberdade religiosa está em maior perigo: Arábia Saudita, Iraque, Síria, Afeganistão, Somália, Nigéria e Coreia do Norte. É o quadro apresentado pelo “Relatório sobre a liberdade religiosa no mundo”, preparado pela Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que sofre” (ACS, em italiano) e apresentado em várias sedes em âmbito internacional no último dia 15 de novembro.

“A situação mais terrível refere-se à Coreia do Norte (...). Sabemos que ali, nenhum grupo religioso pode exercer a própria fé”, disse Alessandro Monteduro, diretor de ACS-Itália, na apresentação feita em Roma.

 

O relatório, definido por Monteduro como “um instrumento para dar novamente esperança aos perseguidos”, observa que 3/4 das pessoas perseguidas ou discriminadas por causa da sua religião são cristãos. O cristianismo é, no século XXI, a confissão religiosa que mais sofre: mais de 334 milhões de cristãos vivem em países nos quais há alguma forma de perseguição e outros 60 milhões vivem em países nos quais são discriminados.

 

Além disso, com exceção de alguns casos específicos, como o Egito, onde a condição jurídica melhora, e diminuem a perseguição contra os cristãos e os episódios de violência, a violência contra os cristãos, em geral, aumenta em todo o mundo.

 

Para ficar no Oriente Médio, dom Jean Abdo Arbach, arcebispo Greco-Ortodoxo de Homs, na sofrida Síria, disse, durante a apresentação, que só naquela cidade “foram 420 os mártires cristãos”.

 

Os riscos para a liberdade religiosa, contudo, não devem ser esquecidos nem sequer no ocidente e nos países democráticos: “Na raiz do fundamentalismo há a laicização extrema que pretende erradicar a religião e gera uma reação identitária; comprimir a religião determina uma distorção do sentimento religioso (....). Pode-se fazer muito mal também com a ‘laicidade’ francesa, porque ela pode favorecer a reação fundamentalista”, foi o comentário do juiz constitucional italiano, Giuliano Amato.

 

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