As celebrações na Basílica de Maria Auxiliadora, em Valdocco — berço e centro espiritual do carisma salesiano no mundo — tiveram início ainda na noite de sexta-feira, 30 de janeiro, com as Primeiras Vésperas, presididas pelo próprio Reitor-mor, seguida de uma Vigília de Oração animada pelos noviços do ‘Colle Don Bosco’, com o tema “Até o meu último respiro”.
Ao concluir a celebração das Primeiras Vésperas, o Reitor-mor dirigiu aos fiéis a tradicional mensagem de “Boa noite” salesiana, destacando dois aspectos principais de Dom Bosco: o fato de ele estar “enraizado em Cristo” e profundamente “envolvido com a história” da cidade: num envolvimento que não era meramente social, mas missionário: e isto o levava a ver as pessoas e as situações à luz do Evangelho e também da inteligência.
Ao longo do dia da festa, a Basílica de Maria Auxiliadora foi tomada por fiéis de diferentes lugares para homenagear o Pai e Mestre da Juventude; e participar das sete missas programadas, das 7h às 21h, além de outros momentos de espiritualidade.
Para os jovens, o ponto alto das comemorações foi a santa missa presidida pelo Reitor-mor, com a basílica lotada. A celebração contou com a animação do Coro e da Orquestra Juvenil de Novara.
Acompanhado pelo padre Gabriel Stawowy, ecônomo-geral da Congregação, o padre Fábio Attard apresentou uma homilia em sintonia com a Estreia proposta para 2026. Dirigindo-se especialmente aos jovens, o Reitor-mor retomou os quatro verbos centrais da Estreia: olhar, ouvir, escolher e agir percorrendo, a partir deles, a caminhada de Dom Bosco, exortando os jovens presentes a renovarem a epopeia que o tornou o grande Santo dos Jovens.
Os quatro verbos da Estreia
“Olhar”: foi o primeiro convite destacado, recordando o Sonho dos Nove Anos, quando Maria chama o pequeno João a levar a sério a realidade em que vive. “Temos coragem de nos deixar interpelar pelo que acontece em nosso redor?”.
“Ouvir”: “é possível olhar e simplesmente se afastar: vi, mas não me interessa. Ouvir é diferente”, explicou. Ouvir, escutar, significa perguntar-se: “o que aquilo que vejo está me dizendo? O que desperta em mim isso?”.
A partir daí, chega-se ao terceiro verbo, considerado decisivo: “escolher”. “Se temos a inteligência para compreender o que observamos e a sinceridade para ouvir o que a realidade nos comunica, então, é preciso pôr-se a caminho: chegar ao ponto de perguntar-se quais são as escolhas da minha vida e a qual chamado se deseja atender”.
Por fim, o Reitor-mor tratou do quarto: “agir”. “Quando se chega a esse ponto, o agir se torna uma consequência. Faço aquelas escolhas que amadurecem no discernimento do quanto vi e do quanto ouvi”.
As celebrações da Festa de Dom Bosco 2026 em Turim-Valdocco foram encerradas na eucaristia celebrada junto aos membros do chamado “Arsenal da Paz”, do Sermig — Serviço Missionário Jovem.