Educação devolve o futuro a crianças e adolescentes vítimas do recrutamento armado

Sexta, 13 Fevereiro 2026 13:21 Escrito por  Agência Info Salesiana
Por ocasião do Dia Internacional contra o Uso de Soldados-Mirins, celebrado em 12 de fevereiro, as Misiones Salesianas, reafirma que nenhuma criança nasce para a guerra e que “a paz começa com a garantia de educação, cuidado e oportunidades concretas aos mais vulneráveis”.


Segundo as Nações Unidas, existem mais de 50 guerras em vários lugares do mundo. Acredita-se que, aproximadamente, mais de 250 mil crianças e jovens estejam envolvidos em grupos armados. São crianças destituídas da sua infância, obrigadas a lutar, expostas a violências severas, utilizadas como peças de um mecanismo de guerra.


Nesse contexto, a Procuradoria Missionária Salesiana de Madri, as Misiones Salesianas, enfatiza que nenhuma criança nasce para a guerra; e trabalha em colaboração com os Salesianos em todo o mundo para mudar o futuro delas.


A prática de recrutar crianças e jovens se tornou comum em vários cenários de conflito. A submissão imposta e a facilidade com que são manipulados os tornam alvos preferenciais de grupos armados: “São menores com o presente roubado e o futuro comprometido”, recordam os Salesianos que trabalham diretamente com essa população.

Há várias décadas, as Misiones Salesiana realiza iniciativas focadas na proteção, recuperação e reintegração social de crianças e adolescentes impactados por guerras, em parceria com os Salesianos. O trabalho se baseia num modelo que prioriza a confiança, a proximidade, o acompanhamento integral da criança e do adolescente.

“A educação é a ferramenta mais poderosa para romper o ciclo da violência e devolver às crianças e adolescentes a oportunidade de construir uma vida em paz”, afirma Luis Manuel, diretor das Misiones Salesianas.

Recrutamento de jovens

A Colômbia é um dos países onde essa atuação tem maior alcance. Mesmo com progressos no processo de paz, o recrutamento de jovens ainda é uma realidade, especialmente em comunidades rurais e indígenas. Nesses contextos, os Salesianos desenvolvem programas especializados - em Medellín e Cáli - oferecendo espaços seguros para a recuperação e reintegração de crianças e adolescentes que deixaram os grupos armados.

Na obra Ciudad Don Bosco, em Medellín, desde o início do século, mais de 2000 menores participaram do programa CAPRE (Casa de Protección Especializada), retomando os estudos e construindo um projeto de vida distante da violência.

Em Cáli, a Casa Valdocco já acompanhou mais de 800 adolescentes e jovens, com elevado índice de êxito nos processos concluídos, graças à formação educativa e técnico-profissional.

Além da Colômbia, os Salesianos atuam junto a menores vítimas de recrutamento forçado na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana, em Uganda, Mianmar, Síria e Ucrânia, por meio de programas de proteção, assistência psicossocial, educação, reinserção comunitária.

 

Por: Agência Info Salesiana

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Última modificação em Sexta, 13 Fevereiro 2026 13:29

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Educação devolve o futuro a crianças e adolescentes vítimas do recrutamento armado

Sexta, 13 Fevereiro 2026 13:21 Escrito por  Agência Info Salesiana
Por ocasião do Dia Internacional contra o Uso de Soldados-Mirins, celebrado em 12 de fevereiro, as Misiones Salesianas, reafirma que nenhuma criança nasce para a guerra e que “a paz começa com a garantia de educação, cuidado e oportunidades concretas aos mais vulneráveis”.


Segundo as Nações Unidas, existem mais de 50 guerras em vários lugares do mundo. Acredita-se que, aproximadamente, mais de 250 mil crianças e jovens estejam envolvidos em grupos armados. São crianças destituídas da sua infância, obrigadas a lutar, expostas a violências severas, utilizadas como peças de um mecanismo de guerra.


Nesse contexto, a Procuradoria Missionária Salesiana de Madri, as Misiones Salesianas, enfatiza que nenhuma criança nasce para a guerra; e trabalha em colaboração com os Salesianos em todo o mundo para mudar o futuro delas.


A prática de recrutar crianças e jovens se tornou comum em vários cenários de conflito. A submissão imposta e a facilidade com que são manipulados os tornam alvos preferenciais de grupos armados: “São menores com o presente roubado e o futuro comprometido”, recordam os Salesianos que trabalham diretamente com essa população.

Há várias décadas, as Misiones Salesiana realiza iniciativas focadas na proteção, recuperação e reintegração social de crianças e adolescentes impactados por guerras, em parceria com os Salesianos. O trabalho se baseia num modelo que prioriza a confiança, a proximidade, o acompanhamento integral da criança e do adolescente.

“A educação é a ferramenta mais poderosa para romper o ciclo da violência e devolver às crianças e adolescentes a oportunidade de construir uma vida em paz”, afirma Luis Manuel, diretor das Misiones Salesianas.

Recrutamento de jovens

A Colômbia é um dos países onde essa atuação tem maior alcance. Mesmo com progressos no processo de paz, o recrutamento de jovens ainda é uma realidade, especialmente em comunidades rurais e indígenas. Nesses contextos, os Salesianos desenvolvem programas especializados - em Medellín e Cáli - oferecendo espaços seguros para a recuperação e reintegração de crianças e adolescentes que deixaram os grupos armados.

Na obra Ciudad Don Bosco, em Medellín, desde o início do século, mais de 2000 menores participaram do programa CAPRE (Casa de Protección Especializada), retomando os estudos e construindo um projeto de vida distante da violência.

Em Cáli, a Casa Valdocco já acompanhou mais de 800 adolescentes e jovens, com elevado índice de êxito nos processos concluídos, graças à formação educativa e técnico-profissional.

Além da Colômbia, os Salesianos atuam junto a menores vítimas de recrutamento forçado na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana, em Uganda, Mianmar, Síria e Ucrânia, por meio de programas de proteção, assistência psicossocial, educação, reinserção comunitária.

 

Por: Agência Info Salesiana

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