Realizada a abertura do inquérito de beatificação do padre João Crippa Destaque

Quarta, 21 Outubro 2026 16:00 Escrito por  Eduarda Victória
Realizada a abertura do inquérito de beatificação do padre João Crippa MSMT
Missionário salesiano que dedicou a vida à evangelização, à educação e à juventude é o primeiro Servo de Deus de Mato Grosso do Sul.


A abertura do Inquérito Diocesano da Causa de Beatificação do padre João Crippa, SDB, foi realizada, no dia 20 de outubro, no salão paroquial da Paróquia São José, em Campo Grande, MS, e marcou o início oficial da investigação sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do sacerdote salesiano, reconhecido como o primeiro Servo de Deus do Estado.

A Missão Salesiana de Mato Grosso esteve representada pelo padre Tiago Figueiró, SDB, que acompanha a causa em nome da inspetoria. Também estiveram presentes os salesianos formandos do pós-noviciado acompanhando o padre Andelson de Oliveira, diretor.

Participaram ainda os salesianos: padre Luigi Favero e padre Erondi Tamandaré, o postulador doutor Paolo Vilotta e outros representantes da Igreja e leigos envolvidos no processo.

Após o ato no salão paroquial, a comunidade participou de uma missa em ação de graças na Paróquia São José, presidida pelo arcebispo metropolitano de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, e concelebrada por outros cinco bispos das dioceses que compõem o Regional Oeste 1 da CNBB, além do arcebispo emérito da capital, dom Vitório Pavanello.

 

Um testemunho de missionariedade

O postulador da causa, doutor Paolo Vilotta, destacou a relevância da trajetória do padre João Crippa para a Igreja e para a Família Salesiana. Segundo ele, a memória do sacerdote salesiano permanece viva nas obras que ajudou a construir e nas pessoas alcançadas por sua missão.

“Trata-se de uma figura que é um verdadeiro pilar da missionariedade para a Igreja Universal e para a Família Salesiana. É um personagem de grande destaque que se distinguiu em muitos aspectos. Hoje ainda está muito viva não apenas a sua memória, mas as obras criadas por ele: na catequese, no trabalho com os jovens e com os presidiários, que ainda hoje relatam essa herança contínua”, afirmou Vilotta.

Ao falar sobre as virtudes do sacerdote, o postulador destacou o amor a Deus e ao próximo, além da união entre contemplação e ação missionária. “O amor ao próximo é a primeira evidente, mas há também um profundo amor a Deus, uma conexão extrema na caridade com Deus e com o próximo. Ele era um motor em contínuo movimento, uma pessoa de contemplação e de missionariedade concreta, um verdadeiro filho de Dom Bosco”, ressaltou.

Vilotta explicou que o objetivo desta etapa é investigar a vivência das virtudes cristãs pelo sacerdote. “A Igreja local inicia este inquérito não por causa de um milagre imediato ou para antecipar um culto público de beatificação ou canonização, mas para fazer emergir as virtudes heroicas. As virtudes vividas por ele não pararam no nível cotidiano, mas alcançaram um patamar superior e, por isso, são chamadas de virtudes heroicas”, explicou.

A abertura do inquérito não significa que o sacerdote tenha sido beatificado. O processo busca reunir provas e testemunhos sobre sua vida, suas virtudes e sua fama de santidade.

Comunidade pode colaborar com a causa

A comunidade é convidada a compartilhar cartas, fotografias antigas, recortes de jornais e outros documentos preservados por famílias, especialmente materiais referentes aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Esses registros podem contribuir para reconstruir aspectos da trajetória do sacerdote e complementar a documentação reunida pelo Tribunal Eclesiástico. “Esses testemunhos ajudam a consolidar outros documentos que nós já temos”, explicou Fábio do Vale.

O vice-postulador também ressaltou que a organização documental é importante para o andamento da causa, pois os materiais serão avaliados conforme os procedimentos canônicos, com atenção à comprovação da vida e das virtudes do Servo de Deus.

Vilotta reforçou que a comunidade também pode colaborar por meio da oração e da partilha de relatos transmitidos entre gerações.

A colaboração dos fiéis, a recuperação de documentos históricos e a preservação da memória do sacerdote contribuem para aprofundar o conhecimento sobre sua trajetória e sua atuação missionária.

Um salesiano que marcou a história de Campo Grande

Nascido na Itália, em 10 de outubro de 1861, padre João Crippa ingressou na formação salesiana em 1885 e conviveu com São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana.


Ordenado sacerdote em 1894, dedicou a sua vida à missão educativa, pastoral e evangelizadora, passando pelo Uruguai antes de chegar ao Brasil.

Sua trajetória em Mato Grosso ganhou destaque especialmente em Campo Grande, onde atuou por cerca de duas décadas.

O sacerdote dedicou-se à catequese, à formação dos jovens, à educação e à assistência aos mais necessitados, incluindo pessoas privadas de liberdade.


Também teve papel importante na expansão da presença salesiana e no desenvolvimento religioso e social da cidade.

Entre suas iniciativas estão a criação do Oratório São José e o início da construção da igreja dedicada ao santo, cuja história está diretamente ligada à atual Paróquia São José.

O sacerdote faleceu em Três Lagoas, em 1º de agosto de 1941, e seus restos mortais foram posteriormente trasladados para Campo Grande, onde permanecem na igreja ligada à sua trajetória.

O reconhecimento de sua contribuição para a cidade também se perpetuou na denominação de uma via da região central. Em 1951, a antiga Rua da Constituição passou a se chamar Rua Padre João Crippa, por meio da Lei Municipal nº 234, de 25 de dezembro, em homenagem ao sacerdote salesiano.

Para a Missão Salesiana de Mato Grosso, a abertura do inquérito representa um novo capítulo na preservação da memória de um missionário que viveu o carisma de Dom Bosco no serviço à Igreja, à juventude e à população. A investigação sobre sua vida e suas virtudes também destaca a contribuição dos Salesianos para a história religiosa, educativa e social de Campo Grande.

 

Por: Eduarda Victória
Missão Salesiana de Mato Grosso

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Última modificação em Quarta, 21 Outubro 2026 16:19

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Realizada a abertura do inquérito de beatificação do padre João Crippa Destaque

Quarta, 21 Outubro 2026 16:00 Escrito por  Eduarda Victória
Realizada a abertura do inquérito de beatificação do padre João Crippa MSMT
Missionário salesiano que dedicou a vida à evangelização, à educação e à juventude é o primeiro Servo de Deus de Mato Grosso do Sul.


A abertura do Inquérito Diocesano da Causa de Beatificação do padre João Crippa, SDB, foi realizada, no dia 20 de outubro, no salão paroquial da Paróquia São José, em Campo Grande, MS, e marcou o início oficial da investigação sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do sacerdote salesiano, reconhecido como o primeiro Servo de Deus do Estado.

A Missão Salesiana de Mato Grosso esteve representada pelo padre Tiago Figueiró, SDB, que acompanha a causa em nome da inspetoria. Também estiveram presentes os salesianos formandos do pós-noviciado acompanhando o padre Andelson de Oliveira, diretor.

Participaram ainda os salesianos: padre Luigi Favero e padre Erondi Tamandaré, o postulador doutor Paolo Vilotta e outros representantes da Igreja e leigos envolvidos no processo.

Após o ato no salão paroquial, a comunidade participou de uma missa em ação de graças na Paróquia São José, presidida pelo arcebispo metropolitano de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, e concelebrada por outros cinco bispos das dioceses que compõem o Regional Oeste 1 da CNBB, além do arcebispo emérito da capital, dom Vitório Pavanello.

 

Um testemunho de missionariedade

O postulador da causa, doutor Paolo Vilotta, destacou a relevância da trajetória do padre João Crippa para a Igreja e para a Família Salesiana. Segundo ele, a memória do sacerdote salesiano permanece viva nas obras que ajudou a construir e nas pessoas alcançadas por sua missão.

“Trata-se de uma figura que é um verdadeiro pilar da missionariedade para a Igreja Universal e para a Família Salesiana. É um personagem de grande destaque que se distinguiu em muitos aspectos. Hoje ainda está muito viva não apenas a sua memória, mas as obras criadas por ele: na catequese, no trabalho com os jovens e com os presidiários, que ainda hoje relatam essa herança contínua”, afirmou Vilotta.

Ao falar sobre as virtudes do sacerdote, o postulador destacou o amor a Deus e ao próximo, além da união entre contemplação e ação missionária. “O amor ao próximo é a primeira evidente, mas há também um profundo amor a Deus, uma conexão extrema na caridade com Deus e com o próximo. Ele era um motor em contínuo movimento, uma pessoa de contemplação e de missionariedade concreta, um verdadeiro filho de Dom Bosco”, ressaltou.

Vilotta explicou que o objetivo desta etapa é investigar a vivência das virtudes cristãs pelo sacerdote. “A Igreja local inicia este inquérito não por causa de um milagre imediato ou para antecipar um culto público de beatificação ou canonização, mas para fazer emergir as virtudes heroicas. As virtudes vividas por ele não pararam no nível cotidiano, mas alcançaram um patamar superior e, por isso, são chamadas de virtudes heroicas”, explicou.

A abertura do inquérito não significa que o sacerdote tenha sido beatificado. O processo busca reunir provas e testemunhos sobre sua vida, suas virtudes e sua fama de santidade.

Comunidade pode colaborar com a causa

A comunidade é convidada a compartilhar cartas, fotografias antigas, recortes de jornais e outros documentos preservados por famílias, especialmente materiais referentes aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Esses registros podem contribuir para reconstruir aspectos da trajetória do sacerdote e complementar a documentação reunida pelo Tribunal Eclesiástico. “Esses testemunhos ajudam a consolidar outros documentos que nós já temos”, explicou Fábio do Vale.

O vice-postulador também ressaltou que a organização documental é importante para o andamento da causa, pois os materiais serão avaliados conforme os procedimentos canônicos, com atenção à comprovação da vida e das virtudes do Servo de Deus.

Vilotta reforçou que a comunidade também pode colaborar por meio da oração e da partilha de relatos transmitidos entre gerações.

A colaboração dos fiéis, a recuperação de documentos históricos e a preservação da memória do sacerdote contribuem para aprofundar o conhecimento sobre sua trajetória e sua atuação missionária.

Um salesiano que marcou a história de Campo Grande

Nascido na Itália, em 10 de outubro de 1861, padre João Crippa ingressou na formação salesiana em 1885 e conviveu com São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana.


Ordenado sacerdote em 1894, dedicou a sua vida à missão educativa, pastoral e evangelizadora, passando pelo Uruguai antes de chegar ao Brasil.

Sua trajetória em Mato Grosso ganhou destaque especialmente em Campo Grande, onde atuou por cerca de duas décadas.

O sacerdote dedicou-se à catequese, à formação dos jovens, à educação e à assistência aos mais necessitados, incluindo pessoas privadas de liberdade.


Também teve papel importante na expansão da presença salesiana e no desenvolvimento religioso e social da cidade.

Entre suas iniciativas estão a criação do Oratório São José e o início da construção da igreja dedicada ao santo, cuja história está diretamente ligada à atual Paróquia São José.

O sacerdote faleceu em Três Lagoas, em 1º de agosto de 1941, e seus restos mortais foram posteriormente trasladados para Campo Grande, onde permanecem na igreja ligada à sua trajetória.

O reconhecimento de sua contribuição para a cidade também se perpetuou na denominação de uma via da região central. Em 1951, a antiga Rua da Constituição passou a se chamar Rua Padre João Crippa, por meio da Lei Municipal nº 234, de 25 de dezembro, em homenagem ao sacerdote salesiano.

Para a Missão Salesiana de Mato Grosso, a abertura do inquérito representa um novo capítulo na preservação da memória de um missionário que viveu o carisma de Dom Bosco no serviço à Igreja, à juventude e à população. A investigação sobre sua vida e suas virtudes também destaca a contribuição dos Salesianos para a história religiosa, educativa e social de Campo Grande.

 

Por: Eduarda Victória
Missão Salesiana de Mato Grosso

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