“A guerra não é a solução para a paz” – escreve Mbapina Saliki, menina do Centro Dom Bosco, de Bangui, na República Centro-Africana, em uma composição em que descreve o horror da violência, que desde março aflige o país. “A tristeza permeia cada canto e não somos mais os mesmos de antes da guerra” – faz-lhe eco um missionário salesiano em Damasco, na Síria. Estes são apenas dois exemplos, mas aplicáveis a mais de 20 países em que a violência é a única realidade vivida pelo povo.
Na Índia, Sudão, Afeganistão, República Democrática do Congo Mali, Nigéria..., a lista tem um único denominador comum: o sofrimento da população, especialmente das crianças e das mulheres. A Procuradoria Missionária Salesiana de Madri empenha-se pela educação das crianças e dos jovens, porque acredita que este seja o verdadeiro instrumento para se conseguir a convivência pacífica entre os povos.
A educação integral aos valores, à tolerância e ao respeito é a melhor maneira para se alcançar uma paz duradoura e incondicional. Os salesianos trabalham em vários países maltratados pela guerra: “Decidimos estar perto dos jovens” – explicou um missionário salesiano ao explodir da guerra na República Centro-Africana. Em alguns casos atuam também como mediadores, como no Timor-Leste ou na Colômbia; outras vezes servem nos campos de refugiados, como na Palestina, Quênia e Ruanda; e algumas vezes são perseguidos só porque são católicos, como no Paquistão ou nas Filipinas.