Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, por meio do bispo de Imperatriz, MA, e presidente da Comissão, dom Vilsom Basso, apresentou aos bispos os dados da “Pesquisa Nacional Evangelização da Juventude no Brasil – 2025”.
O relatório da pesquisa foi apresentado pela coordenadora do Observatório Juventudes, da PUC-RS e coordenadora do grupo de pesquisa, doutora Patrícia Espíndola Teixeira. Os resultados foram condensados num relatório de 140 páginas. Dom Vilson destacou que até setembro serão impressos 20 mil exemplares a serem distribuídos para toda Igreja no Brasil.
A pesquisa ouviu 11.498 jovens de todo o país, ligados ao universo religioso, entre abril a junho de 2025. Destes, 55,6% são mulheres, 44,4% homens. O maior grupo de idade da mostra 64,8% concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos, 32,5% entre 25 a 29 anos e 2,7% adolescentes de 12 a 17 anos.
Saúde e resiliência
Um dos aspectos abordados no levantamento foram os aspectos de “sofrimento expressivo”. Cinquenta por cento (50%) dos jovens afirmaram não se sentirem bem de forma plena; 37,6% apontaram a dificuldade de concentração associada a exposição permanente às telas o que gera ansiedade e privação do sono; 36,7% se sentem inseguros na maior parte do tempo, com impacto sobre a autoestima, tomada de decisões e abertura à fé.
Em contrapartida, a religião aparece como um importante elemento para ajudar os jovens na resiliência. Sessenta e quatro por cento (64,0%) dos jovens pesquisados disseram que a espiritualidade os ajudam a enfrentar os problemas no dia a dia; 55,8% que a presença pastoral os fortalecem; 43,4% afirmaram que apesar das dificuldades apresenta esperança quanto ao futuro.
Relação com a Igreja
A pesquisa levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e quanto a questão ambiental. Noventa e oito por cento (98%) dos jovens afirmaram ser católicos e 61% disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós. Noventa e três por cento (93%) já receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã.
Religião e espiritualidade são os temas mais buscados na internet por esses jovens respondentes acima de entretenimento, educação e política. De acordo com a pesquisa, 43,3% dos jovens afirmaram usar as redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns de discussão e sites de relacionamentos. Redes sociais (Instagram, TikTok, X, Facebook) com 26,4% e Apps de mensagens (WhatsApp) com 16,2%.
Igreja como a 3ª maior fonte de informação
A Igreja é a 3ª maior fonte de informação para 13,5% dos jovens. Influencers digitais e youtubers correspondem a 12,4% da preferência de busca por informação. Mais de 41% dos jovens não se mobilizam coletivamente, porém 23% disseram ter simpatia individual por pautas mais coletivas.
A pesquisa investigou uma série de outros pontos sobre a relação dos jovens com a Igreja e o seu protagonismo nos ambientes eclesiais, como percebem a Igreja Católica, o que os atraem e afastam e sobre vocação e projeto de vida.
Ao final da apresentação, o arcebispo de Porto Alegre, RS, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, chamou a atenção para a importância de aprofundar e refletir os dados levantados pela pesquisa em vista de melhor a evangelização dos jovens no Brasil.
Baixe o relatório e conheça os dados da pesquisa
Pesquisa Evangelização da Juventude_2025