A presença salesiana em Arequipa, Peru, nasceu sob o signo da Providência Divina. Em 1896, os Salesianos foram expulsos do Equador e partiram rumo ao Peru. Durante a travessia do oceano, o então inspetor salesiano, padre Luis Calcagno, e seus companheiros enfrentaram momentos de grande perigo. Diante da ameaça de naufrágio, confiaram-se à proteção de Nossa Senhora Auxiliadora.
Segundo a tradição salesiana, o padre Calcagno levava consigo uma medalha de Nossa Senhora Auxiliadora benta por Dom Bosco. Em meio à apreensão, os Salesianos fizeram uma promessa: “Se a Virgem os salvasse e eles encontrassem uma terra que os acolhesse, trabalhariam incansavelmente para construir, em sua honra, um templo inspirado na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim”. A medalha foi lançada ao mar e, em seguida, as águas se acalmaram.
Pouco depois, os exilados chegaram ao Peru e, por graça da providência Divina, encontraram em Arequipa o lugar onde poderiam cumprir a promessa. Em 20 de outubro de 1896, chegaram à Cidade Branca e, em 8 de dezembro do mesmo ano, deram início oficial à missão, com a abertura de uma escola primária e de uma escola de artes e ofícios.
A missão cresceu ao longo dos anos. O ensino técnico, a formação cristã, o acompanhamento dos jovens e a vida comunitária consolidaram uma presença que atravessou gerações.
Em 1899, foi lançada a ‘Primeira Pedra’ da Igreja de Maria Auxiliadora, cuja construção concretizava a promessa feita durante a difícil travessia. Em 1915, o templo foi consagrado, tornando-se um dos grandes símbolos da identidade salesiana em Arequipa.
Após 130 anos, o sonho continua vivo: em Arequipa, o carisma de Dom Bosco vive nas salas de aula, nos pátios, na ação pastoral, na alegria e na dedicação aos jovens. Sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora, a promessa feita em alto-mar continua a produzir frutos: para as famílias, para a sociedade e para o povo de Deus.
Por: Agência Info Salesiana