Encerrada a 17ª expedição do PAAPI Destaque

Quarta, 28 Janeiro 2026 12:27 Escrito por  Eduarda Victória
Quarenta acadêmicos de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (UNILUS) participaram do projeto nas comunidades indígenas da Missão Salesiana para atender os povos Xavante e Boe Bororo com ações voltadas à promoção de saúde.


Chegou ao fim mais uma expedição do Projeto Acadêmico de Assistência aos Povos Indígenas (PAAPI), que está em sua 17ª edição. 


Durante a expedição, realizada entre os dias 14 a 25 de janeiro, os voluntários realizaram aferição de pressão arterial, medição de glicose, distribuição de medicamentos e assistência básica de saúde às populações indígenas. As atividades incluíram também visitas domiciliares para coleta de dados e orientações sobre prevenção de doenças.

 

Os 40 voluntários foram divididos em duas equipes: 20 acadêmicos e duas médicas atuaram em Sangradouro, enquanto outros 20 acadêmicos e duas médicas trabalharam em Meruri e São Marcos.

Durante o ano de 2025, os participantes do projeto arrecadaram medicamentos, produtos hospitalares e de higiene para serem distribuídos para os povos tradicionais e abastecer os postos de saúde das aldeias.

 

Sangradouro: 17 anos de parceria com o povo Xavante

A equipe de Sangradouro foi recebida pelo Padre Joseph Tran Van Lich, que há 17 anos apoia a realização das expedições na Missão Salesiana. “Como acontece há 17 anos, nossa recepção na Missão Salesiana de Sangradouro foi simplesmente maravilhosa”, afirmou Ricardo Paiva, coordenador social do PAAPI.

Segundo Ricardo Paiva, o planejamento foi fundamental para o sucesso da expedição. “Desde o início do ano, mantivemos contato com o Padre Lich, que nos ofereceu total apoio para a realização de mais uma expedição. Sempre muito solícito, ele nos manteve informados sobre a situação geral da população da aldeia e também nos auxiliou na elaboração de um cronograma cuidadoso”, destacou o coordenador.

Durante a expedição, os acadêmicos realizaram os atendimentos domiciliares ao povo Xavante, com distribuição de absorventes obtidos por meio de doações. Apesar da chuva ter atrasado o cronograma em um dos dias, a equipe conseguiu manter as visitas e os atendimentos.

Os voluntários também participaram da tradicional missa que homenageava a formatura dos jovens Xavantes que concluíram o Ensino Médio.

Ao longo da expedição, além da continuidade dos atendimentos, a equipe organizou kits de higiene que foram entregues durante as palestras sobre higiene pessoal.

Um dos momentos mais marcantes foi o tradicional “piolhaço”, atividade na qual os voluntários aplicaram shampoo nas crianças, realizaram a remoção de piolhos e lêndeas e administraram vermífugos.

No mesmo dia do “piolhaço”, foram promovidas palestras educativas sobre higiene bucal e lavagem correta das mãos, além de um mutirão de coleta de lixo pela aldeia.

 

Atividades em aldeias vizinhas

A equipe também expandiu as atividades para aldeias vizinhas da terra indígena Sangradouro.  Ao longo de dois dias, visitaram Tsorepré, Bom Sucesso, Maria Auxiliadora, Cantina, Santa Glória, Santa Bertila, Três Marias, Bom Jesus, Cabeceira, Cachoeira, Abelhinha, Nossa Senhora da Guia, Três Rosas, Coração de Jesus, São Gabriel, Santarém e Etaraira. Em todas, prestaram atendimento básico de saúde e entregaram kits de higiene bucal, corporal e absorventes, conscientizando a população sobre a importância de uma higiene adequada e alimentação balanceada.

Durante as visitas domiciliares, “foram entregues medicamentos, kits de higiene bucal e corporal, absorventes e fraldas. Em cada atendimento, reforçamos a importância da higiene adequada e de uma alimentação balanceada, sempre com foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças”, detalhou Ricardo Paiva.

Em outro momento especial, a equipe visitou as aldeias de São Jerônimo, São Carlos e Dom Bosco. Após os atendimentos, os voluntários participaram do tradicional almoço na beira do rio cristalino, preparado pelo Padre Lich, e finalizaram o dia com visita à aldeia de Santa Teresa.

Luta do Oi’o

No último dia em Sangradouro, os acadêmicos assistiram ao Oi’o, evento tradicional Xavante no qual crianças lutam com raízes para aprender sobre coragem e respeito, como parte do processo de se tornarem homens adultos. Após o ritual, visitaram as aldeias de Santa Ângela, Serrinha, Nova Vida e Norowada. À tarde, foram à aldeia Salesiano e retornaram a Sangradouro para uma despedida com a comunidade, marcando o encerramento das atividades na região.

Ao todo, a equipe atendeu 22 aldeias na região de Sangradouro. “Na nossa chegada, fomos recebidos de braços abertos pelo Padre Lich, pelos Salesianos presentes e pelo Mestre. A presença e o apoio deles foram essenciais para que a expedição fosse extremamente enriquecedora para os 20 alunos e as médicas participantes”, destacou o coordenador social.

Meruri: cuidado e educação em saúde com o povo Boe Bororo

Em Meruri, a expedição começou com a organização dos medicamentos e produtos de higiene arrecadados ao longo do ano no posto de saúde local. Após o mapeamento da aldeia, os acadêmicos realizaram visitas domiciliares para avaliar a saúde do povo Boe Bororo.


Nos dias seguintes, enquanto um grupo realizava visitas domiciliares e atendimentos no posto, outro promoveu uma atividade de coleta de lixo pela aldeia.

Os voluntários também participaram do oratório, momento de descontração com as crianças que permitiu “um vínculo próximo ao povo e uma imersão cultural rica em humanidade”, segundo a coordenação do projeto.

A equipe promoveu ainda uma palestra de conscientização sobre maus-tratos a animais para as crianças da aldeia. Simultaneamente, grupos visitaram e realizaram atendimentos nas aldeias de Kogi, Garças e Meriore, distribuindo kits de higiene.

Outro grupo de acadêmicos visitou a aldeia Na Boreau, onde também atendeu moradores e distribuiu produtos de higiene. De volta a Meruri, foram realizados atendimentos no posto e uma dinâmica com as crianças sobre escovação dos dentes e pintura.

 

Palestra de conscientização



Ao longo da expedição, parte da equipe seguiu para São Marcos, onde realizaria atividades nos dias seguintes. Ao retornar a Meruri, a equipe promoveu uma palestra de conscientização sobre uso de álcool, drogas e abuso sexual. Também realizaram o “piolhaço” com as crianças, administraram vermífugos e distribuíram pipoca.

Em um momento especial, a convite do padre Ângelo Cenerino , os voluntários tiveram um dia de confraternização nas águas quentes de Barra do Garças e na cachoeira Pé da Serra. Ao retornar, realizaram atendimentos no posto e participaram da missa de agradecimento.

“Agradecemos à Missão Salesiana e ao padre Angelo, em Meruri, por nos receberem com tanto acolhimento, nos oferecendo abrigo, alimentação e nos fazendo sentir em casa. Ao povo Bororo, nosso sincero obrigado por nos receberem em suas casas com tanta hospitalidade, dispostos e repletos de amor e carinho”, declarou a equipe no instagram oficial do PAAPI.

 

São Marcos: ampliação do atendimento ao povo Xavante

A mesma equipe que atuou em Meruri também trabalhou em São Marcos. Os acadêmicos realizaram o mapeamento da aldeia, avaliaram a situação do posto de saúde e foram apresentados ao Cacique Felix Tsiwê e ao povo Xavante local.

A equipe organizou o posto com medicações e kits de higiene arrecadados. Divididos em grupos, realizaram visitas domiciliares e atendimentos no posto.

O grupo visitou a aldeia de Fátima, próxima a São Marcos, onde realizaram o “piolhaço”, brincaram com as crianças na lona e atenderam casos no posto local. Também foi realizado outro “piolhaço” na aldeia principal, com atividades de pintura e brincadeiras na lona.

“A receptividade e gratidão do povo Xavante e da missão salesiana tornaram-se fundamentais para que as atividades do projeto fossem concluídas adequadamente”, destacou a coordenação. O grupo também agradeceu ao padre Douglas, diretor da presença salesiana em São Marcos, por garantir hospedagem, alimentação e transporte para a equipe.

 

Cerimônia de encerramento

No dia 24 de janeiro, em Meruri, a expedição foi oficialmente encerrada com uma cerimônia especial de finalização. Pela manhã, a equipe subiu o morro de Meruri e entregou os últimos kits de higiene e absorventes nas casas e no posto de saúde.

À tarde, realizaram a tradicional cerimônia de encerramento, que reuniu todos os participantes em um momento de celebração e reflexão sobre os 11 dias de trabalho intenso.

A programação incluiu sessão de fotos com toda a equipe, pintura dos clãs Boe Bororo, amigo secreto entre os acadêmicos e a simbólica passagem de gestão do projeto, com a entrega do chapéu – símbolo do PAAPI – para os coordenadores da próxima expedição.

“Estamos gratos por toda a expedição e pelo nosso trabalho nas aldeias”, declarou a equipe. A gratidão também foi direcionada às médicas voluntárias: “Às médicas, nossa profunda gratidão pela dedicação ao projeto, aprendemos muito com vocês e o trabalho realizado foi excelente. O comprometimento de vocês é admirável, e sem a contribuição de vocês esta expedição não teria sido a mesma!”

 

Legado de 17 anos

O PAAPI consolida-se como uma iniciativa que une educação médica, assistência em saúde e imersão cultural. A expedição de janeiro de 2026 reforçou os laços construídos ao longo de 17 anos com as comunidades indígenas, demonstrando que é possível aliar conhecimento técnico, solidariedade e respeito às tradições dos povos originários.

“Deixamos aqui nosso mais profundo agradecimento a toda a Missão Salesiana de Sangradouro por nos receber tão bem e nos acompanhar ao longo desses 11 dias”, finalizou Ricardo Paiva. “Que essa parceria, construída ao longo de 17 anos, siga firme e se perpetue por muitos anos mais!”

Por: Eduarda Victória
Missão Salesiana de Mato Grosso

 

Leia também

Estudantes iniciam 17ª expedição do PAAPI nas aldeias de Sangradouro e Meruri

Avalie este item
(1 Votar)
Última modificação em Quarta, 28 Janeiro 2026 13:15

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.


Encerrada a 17ª expedição do PAAPI Destaque

Quarta, 28 Janeiro 2026 12:27 Escrito por  Eduarda Victória
Quarenta acadêmicos de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (UNILUS) participaram do projeto nas comunidades indígenas da Missão Salesiana para atender os povos Xavante e Boe Bororo com ações voltadas à promoção de saúde.


Chegou ao fim mais uma expedição do Projeto Acadêmico de Assistência aos Povos Indígenas (PAAPI), que está em sua 17ª edição. 


Durante a expedição, realizada entre os dias 14 a 25 de janeiro, os voluntários realizaram aferição de pressão arterial, medição de glicose, distribuição de medicamentos e assistência básica de saúde às populações indígenas. As atividades incluíram também visitas domiciliares para coleta de dados e orientações sobre prevenção de doenças.

 

Os 40 voluntários foram divididos em duas equipes: 20 acadêmicos e duas médicas atuaram em Sangradouro, enquanto outros 20 acadêmicos e duas médicas trabalharam em Meruri e São Marcos.

Durante o ano de 2025, os participantes do projeto arrecadaram medicamentos, produtos hospitalares e de higiene para serem distribuídos para os povos tradicionais e abastecer os postos de saúde das aldeias.

 

Sangradouro: 17 anos de parceria com o povo Xavante

A equipe de Sangradouro foi recebida pelo Padre Joseph Tran Van Lich, que há 17 anos apoia a realização das expedições na Missão Salesiana. “Como acontece há 17 anos, nossa recepção na Missão Salesiana de Sangradouro foi simplesmente maravilhosa”, afirmou Ricardo Paiva, coordenador social do PAAPI.

Segundo Ricardo Paiva, o planejamento foi fundamental para o sucesso da expedição. “Desde o início do ano, mantivemos contato com o Padre Lich, que nos ofereceu total apoio para a realização de mais uma expedição. Sempre muito solícito, ele nos manteve informados sobre a situação geral da população da aldeia e também nos auxiliou na elaboração de um cronograma cuidadoso”, destacou o coordenador.

Durante a expedição, os acadêmicos realizaram os atendimentos domiciliares ao povo Xavante, com distribuição de absorventes obtidos por meio de doações. Apesar da chuva ter atrasado o cronograma em um dos dias, a equipe conseguiu manter as visitas e os atendimentos.

Os voluntários também participaram da tradicional missa que homenageava a formatura dos jovens Xavantes que concluíram o Ensino Médio.

Ao longo da expedição, além da continuidade dos atendimentos, a equipe organizou kits de higiene que foram entregues durante as palestras sobre higiene pessoal.

Um dos momentos mais marcantes foi o tradicional “piolhaço”, atividade na qual os voluntários aplicaram shampoo nas crianças, realizaram a remoção de piolhos e lêndeas e administraram vermífugos.

No mesmo dia do “piolhaço”, foram promovidas palestras educativas sobre higiene bucal e lavagem correta das mãos, além de um mutirão de coleta de lixo pela aldeia.

 

Atividades em aldeias vizinhas

A equipe também expandiu as atividades para aldeias vizinhas da terra indígena Sangradouro.  Ao longo de dois dias, visitaram Tsorepré, Bom Sucesso, Maria Auxiliadora, Cantina, Santa Glória, Santa Bertila, Três Marias, Bom Jesus, Cabeceira, Cachoeira, Abelhinha, Nossa Senhora da Guia, Três Rosas, Coração de Jesus, São Gabriel, Santarém e Etaraira. Em todas, prestaram atendimento básico de saúde e entregaram kits de higiene bucal, corporal e absorventes, conscientizando a população sobre a importância de uma higiene adequada e alimentação balanceada.

Durante as visitas domiciliares, “foram entregues medicamentos, kits de higiene bucal e corporal, absorventes e fraldas. Em cada atendimento, reforçamos a importância da higiene adequada e de uma alimentação balanceada, sempre com foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças”, detalhou Ricardo Paiva.

Em outro momento especial, a equipe visitou as aldeias de São Jerônimo, São Carlos e Dom Bosco. Após os atendimentos, os voluntários participaram do tradicional almoço na beira do rio cristalino, preparado pelo Padre Lich, e finalizaram o dia com visita à aldeia de Santa Teresa.

Luta do Oi’o

No último dia em Sangradouro, os acadêmicos assistiram ao Oi’o, evento tradicional Xavante no qual crianças lutam com raízes para aprender sobre coragem e respeito, como parte do processo de se tornarem homens adultos. Após o ritual, visitaram as aldeias de Santa Ângela, Serrinha, Nova Vida e Norowada. À tarde, foram à aldeia Salesiano e retornaram a Sangradouro para uma despedida com a comunidade, marcando o encerramento das atividades na região.

Ao todo, a equipe atendeu 22 aldeias na região de Sangradouro. “Na nossa chegada, fomos recebidos de braços abertos pelo Padre Lich, pelos Salesianos presentes e pelo Mestre. A presença e o apoio deles foram essenciais para que a expedição fosse extremamente enriquecedora para os 20 alunos e as médicas participantes”, destacou o coordenador social.

Meruri: cuidado e educação em saúde com o povo Boe Bororo

Em Meruri, a expedição começou com a organização dos medicamentos e produtos de higiene arrecadados ao longo do ano no posto de saúde local. Após o mapeamento da aldeia, os acadêmicos realizaram visitas domiciliares para avaliar a saúde do povo Boe Bororo.


Nos dias seguintes, enquanto um grupo realizava visitas domiciliares e atendimentos no posto, outro promoveu uma atividade de coleta de lixo pela aldeia.

Os voluntários também participaram do oratório, momento de descontração com as crianças que permitiu “um vínculo próximo ao povo e uma imersão cultural rica em humanidade”, segundo a coordenação do projeto.

A equipe promoveu ainda uma palestra de conscientização sobre maus-tratos a animais para as crianças da aldeia. Simultaneamente, grupos visitaram e realizaram atendimentos nas aldeias de Kogi, Garças e Meriore, distribuindo kits de higiene.

Outro grupo de acadêmicos visitou a aldeia Na Boreau, onde também atendeu moradores e distribuiu produtos de higiene. De volta a Meruri, foram realizados atendimentos no posto e uma dinâmica com as crianças sobre escovação dos dentes e pintura.

 

Palestra de conscientização



Ao longo da expedição, parte da equipe seguiu para São Marcos, onde realizaria atividades nos dias seguintes. Ao retornar a Meruri, a equipe promoveu uma palestra de conscientização sobre uso de álcool, drogas e abuso sexual. Também realizaram o “piolhaço” com as crianças, administraram vermífugos e distribuíram pipoca.

Em um momento especial, a convite do padre Ângelo Cenerino , os voluntários tiveram um dia de confraternização nas águas quentes de Barra do Garças e na cachoeira Pé da Serra. Ao retornar, realizaram atendimentos no posto e participaram da missa de agradecimento.

“Agradecemos à Missão Salesiana e ao padre Angelo, em Meruri, por nos receberem com tanto acolhimento, nos oferecendo abrigo, alimentação e nos fazendo sentir em casa. Ao povo Bororo, nosso sincero obrigado por nos receberem em suas casas com tanta hospitalidade, dispostos e repletos de amor e carinho”, declarou a equipe no instagram oficial do PAAPI.

 

São Marcos: ampliação do atendimento ao povo Xavante

A mesma equipe que atuou em Meruri também trabalhou em São Marcos. Os acadêmicos realizaram o mapeamento da aldeia, avaliaram a situação do posto de saúde e foram apresentados ao Cacique Felix Tsiwê e ao povo Xavante local.

A equipe organizou o posto com medicações e kits de higiene arrecadados. Divididos em grupos, realizaram visitas domiciliares e atendimentos no posto.

O grupo visitou a aldeia de Fátima, próxima a São Marcos, onde realizaram o “piolhaço”, brincaram com as crianças na lona e atenderam casos no posto local. Também foi realizado outro “piolhaço” na aldeia principal, com atividades de pintura e brincadeiras na lona.

“A receptividade e gratidão do povo Xavante e da missão salesiana tornaram-se fundamentais para que as atividades do projeto fossem concluídas adequadamente”, destacou a coordenação. O grupo também agradeceu ao padre Douglas, diretor da presença salesiana em São Marcos, por garantir hospedagem, alimentação e transporte para a equipe.

 

Cerimônia de encerramento

No dia 24 de janeiro, em Meruri, a expedição foi oficialmente encerrada com uma cerimônia especial de finalização. Pela manhã, a equipe subiu o morro de Meruri e entregou os últimos kits de higiene e absorventes nas casas e no posto de saúde.

À tarde, realizaram a tradicional cerimônia de encerramento, que reuniu todos os participantes em um momento de celebração e reflexão sobre os 11 dias de trabalho intenso.

A programação incluiu sessão de fotos com toda a equipe, pintura dos clãs Boe Bororo, amigo secreto entre os acadêmicos e a simbólica passagem de gestão do projeto, com a entrega do chapéu – símbolo do PAAPI – para os coordenadores da próxima expedição.

“Estamos gratos por toda a expedição e pelo nosso trabalho nas aldeias”, declarou a equipe. A gratidão também foi direcionada às médicas voluntárias: “Às médicas, nossa profunda gratidão pela dedicação ao projeto, aprendemos muito com vocês e o trabalho realizado foi excelente. O comprometimento de vocês é admirável, e sem a contribuição de vocês esta expedição não teria sido a mesma!”

 

Legado de 17 anos

O PAAPI consolida-se como uma iniciativa que une educação médica, assistência em saúde e imersão cultural. A expedição de janeiro de 2026 reforçou os laços construídos ao longo de 17 anos com as comunidades indígenas, demonstrando que é possível aliar conhecimento técnico, solidariedade e respeito às tradições dos povos originários.

“Deixamos aqui nosso mais profundo agradecimento a toda a Missão Salesiana de Sangradouro por nos receber tão bem e nos acompanhar ao longo desses 11 dias”, finalizou Ricardo Paiva. “Que essa parceria, construída ao longo de 17 anos, siga firme e se perpetue por muitos anos mais!”

Por: Eduarda Victória
Missão Salesiana de Mato Grosso

 

Leia também

Estudantes iniciam 17ª expedição do PAAPI nas aldeias de Sangradouro e Meruri

Avalie este item
(1 Votar)
Última modificação em Quarta, 28 Janeiro 2026 13:15

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.