Votar ou não votar: eis a questão!

Monday, 15 September 2014 17:22 Written by 
Mais uma vez, todos os eleitores brasileiros estão sendo convocados e “motivados” pelos órgãos públicos para votar. Também, mais uma vez, inúmeros eleitores expressam claramente o desejo de não votar. Votar por quê? Nada parece mudar! Esse sentimento de desânimo e decepção encontra razões objetivas e subjetivas de todos os tipos: ideológicas, religiosas, econômicas etc. Renunciar a esse direito é uma possibilidade.

Contudo, em contrapartida, votar é também um dever de cidadania. A renúncia ao voto pode significar cansaço e impotência diante de mudanças necessárias e urgentes. Mas, delegar a decisão somente aos que desejam continuar manipulando e utilizando o poder para se perpetuar no exercício de seus interesses particulares parece não ser a melhor solução.

Além disso, votar exige compreensão e entendimento do momento histórico em que o país vive. Exige, também, conhecimento das propostas apresentadas e do currículo dos candidatos. Enfim, exige esforço.

Sabemos, também, que não existem candidatos ou partidos perfeitos.

Existe algo, porém, que deve ser recordado sempre, e não somente neste curtíssimo (embora enfadonho...) tempo de propaganda “obrigatória” eleitoral.

Trata-se de oportunizar uma “cultura política”. As convicções políticas geradas na superficialidade ou na satisfação de interesses mesquinhos e pessoais colaboram de forma cruel para a manutenção de políticos (e políticas) manipuladores e descomprometidos com o bem de todos.

A corrupção existe em todos os países. Ela se perpetua e corrói a dignidade humana nos lugares onde a indignação desaparece e o exercício político, transformado em “emprego muito rentável”, encontra apoio na omissão silenciosa de milhões de eleitores.

Votar ou não votar não é a questão!

O grande desafio continua sendo, então, o enfrentamento necessário para mudar a mentalidade e os sentimentos que perpetuam a crença de que “política não presta”.

Como Família Salesiana, muitas vezes ouvimos dizer  que, para Dom Bosco, sua política era a do “Pai Nosso...”. Por isso, dedicou toda sua vida para o bem, para a promoção integral de seus jovens. Essa é a atitude política mais coerente e consequente que podemos imaginar. Porque somos filhos e filhas do mesmo Pai... então não haverá espaços humanos para quem negar essa fraternidade universal e essa paternidade garantida.

A política do Pai Nosso nos mobiliza para que todos sejam irmãos respeitados e felizes: eis a questão!

 

Pe. Nivaldo Luiz Pessinatti

Diretor do Boletim Salesiano – Brasil

 

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Votar ou não votar: eis a questão!

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Mais uma vez, todos os eleitores brasileiros estão sendo convocados e “motivados” pelos órgãos públicos para votar. Também, mais uma vez, inúmeros eleitores expressam claramente o desejo de não votar. Votar por quê? Nada parece mudar! Esse sentimento de desânimo e decepção encontra razões objetivas e subjetivas de todos os tipos: ideológicas, religiosas, econômicas etc. Renunciar a esse direito é uma possibilidade.

Contudo, em contrapartida, votar é também um dever de cidadania. A renúncia ao voto pode significar cansaço e impotência diante de mudanças necessárias e urgentes. Mas, delegar a decisão somente aos que desejam continuar manipulando e utilizando o poder para se perpetuar no exercício de seus interesses particulares parece não ser a melhor solução.

Além disso, votar exige compreensão e entendimento do momento histórico em que o país vive. Exige, também, conhecimento das propostas apresentadas e do currículo dos candidatos. Enfim, exige esforço.

Sabemos, também, que não existem candidatos ou partidos perfeitos.

Existe algo, porém, que deve ser recordado sempre, e não somente neste curtíssimo (embora enfadonho...) tempo de propaganda “obrigatória” eleitoral.

Trata-se de oportunizar uma “cultura política”. As convicções políticas geradas na superficialidade ou na satisfação de interesses mesquinhos e pessoais colaboram de forma cruel para a manutenção de políticos (e políticas) manipuladores e descomprometidos com o bem de todos.

A corrupção existe em todos os países. Ela se perpetua e corrói a dignidade humana nos lugares onde a indignação desaparece e o exercício político, transformado em “emprego muito rentável”, encontra apoio na omissão silenciosa de milhões de eleitores.

Votar ou não votar não é a questão!

O grande desafio continua sendo, então, o enfrentamento necessário para mudar a mentalidade e os sentimentos que perpetuam a crença de que “política não presta”.

Como Família Salesiana, muitas vezes ouvimos dizer  que, para Dom Bosco, sua política era a do “Pai Nosso...”. Por isso, dedicou toda sua vida para o bem, para a promoção integral de seus jovens. Essa é a atitude política mais coerente e consequente que podemos imaginar. Porque somos filhos e filhas do mesmo Pai... então não haverá espaços humanos para quem negar essa fraternidade universal e essa paternidade garantida.

A política do Pai Nosso nos mobiliza para que todos sejam irmãos respeitados e felizes: eis a questão!

 

Pe. Nivaldo Luiz Pessinatti

Diretor do Boletim Salesiano – Brasil

 

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