Missão Salesiana celebra 35 anos da visita de São João Paulo II

Terça, 20 Outubro 2026 16:34 Escrito por  Euclides Fernandes
Missão Salesiana celebra 35 anos da visita de São João Paulo II MSMT
Salesianos relembraram momentos da visita do Papa João Paulo II durante missa realizada na sede da Missão Salesiana de Mato Grosso em 16 de outubro.

 

O saudoso Papa Francisco na audiência do dia 13 de novembro de 2019, ao tratar da hospedagem de São Paulo na casa de Áquila e Priscila, declarou: “eles acolhem não só o evangelizador, mas também o anúncio que ele traz consigo”. Esse sentimento descreve a celebração realizada na noite de 16 de outubro, no pátio da Casa São José, sede inspetorial da Missão Salesiana de Mato Grosso, em Campo Grande. A Santa Missa, presidida pelo inspetor, padre Adalberto Alves de Jesus, recordou os 35 anos da visita do Papa São João Paulo II a Campo Grande, ocasião em que ficou hospedado na Casa São José.

 

Objetos litúrgicos e testemunho da visita papal

Os objetos litúrgicos da celebração: cálice, âmbula e patena foram os mesmos utilizados pelo Santo Padre há 35 anos.

Os concelebrantes foram os padres: Aldir da Silva, Andelson Dias de Oliveira, Erondi Tamandaré, João Marcos Molina e João Bosco Maciel, que fez a homilia e era inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso no ano da visita papal. Ele recordou, com grande riqueza de detalhes, aquelas horas passadas junto a São João Paulo II.

 

Uma “memória do coração”: bastidores e afeto na visita papal

A fala do Padre João Bosco Monteiro Maciel não foi uma homilia formal, mas aquilo que ele próprio definiu como uma “memória do coração”, classificou.

Em tom descontraído e coloquial, ele resgatou os bastidores das poucas horas, que não chegaram a somar 20, em que o Papa João Paulo II esteve hospedado na casa salesiana de Campo Grande, naqueles dias de outubro de 1991.

 

O cerimonial rígido e o improviso no jantar

A acolhida ao pontífice mobilizou todos os membros da comunidade e envolveu regras estritas impostas por uma representante do cerimonial do Itamaraty, que “pegou no nosso pé o dia todo”, lembrou padre Bosco com bom humor.

Ela determinou a posição das bandeiras e exigiu um arsenal de talheres e cálices. Contudo, a etiqueta rigorosa para servir os pratos caiu por terra logo no jantar: cansado da cerimônia e das etiquetas, o próprio secretário do Papa tomou a iniciativa, “tomou o prato da mão do servente e despejou no prato do papa, simplificando a refeição”, contou padre Bosco.

 

O alívio do ar-condicionado e o chuveiro elétrico

O Papa chegou à casa salesiana visivelmente exausto após cumprir compromissos daquele dia sob o calor de Cuiabá às 11 horas da manhã. Ao entrar no quarto preparado com um aparelho de ar-condicionado, manifestou alívio e sentou-se na cama com um “Ai”.


A simplicidade marcou o momento, incluindo o auxílio do irmão salesiano Mestre Salvador (Cosma Salvatore – in memoriam), que acompanhou o Papa até o banheiro para ensinar o funcionamento do chuveiro elétrico recém-instalado. Depois, o religioso demonstrou orgulho por ter sido “o único que entrou no banheiro junto com o papa”, lembrou entre risos a fala do saudoso irmão salesiano.


Fraternidade à mesa e a curiosidade pela jaca

Sem formalidades, padre Bosco lembrou que o Papa pediu para celebrar uma missa na capela local em ação de graças pelos seus 13 anos de pontificado, tendo sido acompanhado pelo padre Totonho (Antônio Secundino de Castro – in memoriam) e padre João Falco (in memoriam).

Após a missa, o Papa quebrou o protocolo mais uma vez e recusou-se a comer isolado. Chamou todos para a mesa: “mas eu vou comer sozinho? Não, venham, venham”, recordou padre João Bosco.

Durante o jantar, entre conversas sobre a Igreja e vocações, o pontífice reparou em uma fruta na mesa e perguntou: “que fruta é aquela?”. Tratava-se de uma jaca. Ele provou, gostou e, no dia seguinte, perguntou se poderia levar uma embora. O ecônomo da casa precisou sair às pressas e conseguiu três jacas trazidas de uma chácara local, que foram embaladas em saco plástico para o voo papal.

 

Gestos de carinho e a recompensa do reencontro

O relato destacou a humanidade do Papa, desde o abraço consolador na cozinheira dona Zezé até a marca deixada pelos seus sapatos no cimento fresco da igreja do Hospital São Julião.

Anos mais tarde, em 1996, ao reencontrar João Paulo II no Vaticano, padre João Bosco agradeceu a acolhida e mencionou a capital mato-grossense. Ouviu do pontífice uma lembrança bem-humorada: “Ai, que cidadezinha quente”. Para o sacerdote, a maior graça foi ter tido a oportunidade de conviver de perto e com simplicidade com um homem que mais tarde viria a ser canonizado.

 

Família salesiana participa da celebração

Diversos grupos da Família Salesiana também participaram da celebração como Salesianos Cooperadores, Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) e colaboradores da sede inspetorial.


Os salesianos formandos pós-noviços cuidaram dos cantos, tendo resgatado o clássico “A bênção, João de Deus”, música composta especialmente para aquela visita papal. Após a Santa Missa, a Missão Salesiana ofereceu um coquetel a todos os presentes para celebrar festivamente a data.


Por: Euclides Fernandes
Missão Salesiana de Mato Grosso

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Última modificação em Terça, 20 Outubro 2026 16:54

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Terça, 20 Outubro 2026 16:34 Escrito por  Euclides Fernandes
Missão Salesiana celebra 35 anos da visita de São João Paulo II MSMT
Salesianos relembraram momentos da visita do Papa João Paulo II durante missa realizada na sede da Missão Salesiana de Mato Grosso em 16 de outubro.

 

O saudoso Papa Francisco na audiência do dia 13 de novembro de 2019, ao tratar da hospedagem de São Paulo na casa de Áquila e Priscila, declarou: “eles acolhem não só o evangelizador, mas também o anúncio que ele traz consigo”. Esse sentimento descreve a celebração realizada na noite de 16 de outubro, no pátio da Casa São José, sede inspetorial da Missão Salesiana de Mato Grosso, em Campo Grande. A Santa Missa, presidida pelo inspetor, padre Adalberto Alves de Jesus, recordou os 35 anos da visita do Papa São João Paulo II a Campo Grande, ocasião em que ficou hospedado na Casa São José.

 

Objetos litúrgicos e testemunho da visita papal

Os objetos litúrgicos da celebração: cálice, âmbula e patena foram os mesmos utilizados pelo Santo Padre há 35 anos.

Os concelebrantes foram os padres: Aldir da Silva, Andelson Dias de Oliveira, Erondi Tamandaré, João Marcos Molina e João Bosco Maciel, que fez a homilia e era inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso no ano da visita papal. Ele recordou, com grande riqueza de detalhes, aquelas horas passadas junto a São João Paulo II.

 

Uma “memória do coração”: bastidores e afeto na visita papal

A fala do Padre João Bosco Monteiro Maciel não foi uma homilia formal, mas aquilo que ele próprio definiu como uma “memória do coração”, classificou.

Em tom descontraído e coloquial, ele resgatou os bastidores das poucas horas, que não chegaram a somar 20, em que o Papa João Paulo II esteve hospedado na casa salesiana de Campo Grande, naqueles dias de outubro de 1991.

 

O cerimonial rígido e o improviso no jantar

A acolhida ao pontífice mobilizou todos os membros da comunidade e envolveu regras estritas impostas por uma representante do cerimonial do Itamaraty, que “pegou no nosso pé o dia todo”, lembrou padre Bosco com bom humor.

Ela determinou a posição das bandeiras e exigiu um arsenal de talheres e cálices. Contudo, a etiqueta rigorosa para servir os pratos caiu por terra logo no jantar: cansado da cerimônia e das etiquetas, o próprio secretário do Papa tomou a iniciativa, “tomou o prato da mão do servente e despejou no prato do papa, simplificando a refeição”, contou padre Bosco.

 

O alívio do ar-condicionado e o chuveiro elétrico

O Papa chegou à casa salesiana visivelmente exausto após cumprir compromissos daquele dia sob o calor de Cuiabá às 11 horas da manhã. Ao entrar no quarto preparado com um aparelho de ar-condicionado, manifestou alívio e sentou-se na cama com um “Ai”.


A simplicidade marcou o momento, incluindo o auxílio do irmão salesiano Mestre Salvador (Cosma Salvatore – in memoriam), que acompanhou o Papa até o banheiro para ensinar o funcionamento do chuveiro elétrico recém-instalado. Depois, o religioso demonstrou orgulho por ter sido “o único que entrou no banheiro junto com o papa”, lembrou entre risos a fala do saudoso irmão salesiano.


Fraternidade à mesa e a curiosidade pela jaca

Sem formalidades, padre Bosco lembrou que o Papa pediu para celebrar uma missa na capela local em ação de graças pelos seus 13 anos de pontificado, tendo sido acompanhado pelo padre Totonho (Antônio Secundino de Castro – in memoriam) e padre João Falco (in memoriam).

Após a missa, o Papa quebrou o protocolo mais uma vez e recusou-se a comer isolado. Chamou todos para a mesa: “mas eu vou comer sozinho? Não, venham, venham”, recordou padre João Bosco.

Durante o jantar, entre conversas sobre a Igreja e vocações, o pontífice reparou em uma fruta na mesa e perguntou: “que fruta é aquela?”. Tratava-se de uma jaca. Ele provou, gostou e, no dia seguinte, perguntou se poderia levar uma embora. O ecônomo da casa precisou sair às pressas e conseguiu três jacas trazidas de uma chácara local, que foram embaladas em saco plástico para o voo papal.

 

Gestos de carinho e a recompensa do reencontro

O relato destacou a humanidade do Papa, desde o abraço consolador na cozinheira dona Zezé até a marca deixada pelos seus sapatos no cimento fresco da igreja do Hospital São Julião.

Anos mais tarde, em 1996, ao reencontrar João Paulo II no Vaticano, padre João Bosco agradeceu a acolhida e mencionou a capital mato-grossense. Ouviu do pontífice uma lembrança bem-humorada: “Ai, que cidadezinha quente”. Para o sacerdote, a maior graça foi ter tido a oportunidade de conviver de perto e com simplicidade com um homem que mais tarde viria a ser canonizado.

 

Família salesiana participa da celebração

Diversos grupos da Família Salesiana também participaram da celebração como Salesianos Cooperadores, Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) e colaboradores da sede inspetorial.


Os salesianos formandos pós-noviços cuidaram dos cantos, tendo resgatado o clássico “A bênção, João de Deus”, música composta especialmente para aquela visita papal. Após a Santa Missa, a Missão Salesiana ofereceu um coquetel a todos os presentes para celebrar festivamente a data.


Por: Euclides Fernandes
Missão Salesiana de Mato Grosso

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