O evento está vinculado ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, e a Semana Nacional do Meio Ambiente (1 a 5 de Junho).
A mostra reúne 57 fotos, todas acompanhadas com frases educativas ou de pensadores renomados. Trata-se de um recorte crítico da ação humana e do ciclo natural no rio Piracicaba em contraste com imagens obtidas no paraíso ecológico litorâneo da Juréia.
De acordo com Vanceto, o objetivo da mostra é alertar estudantes de todos os níveis, a população em geral e as autoridades para a necessidade de preservação dos recursos naturais da cidade interiorana e Região Metropolitana de São Paulo, com foco no rio Piracicaba.
“Em pleno Século XXI ainda nos deparamos com muito lixo e esgoto despejado no rio Piracicaba, sem contar com a poluição oculta, que não vemos e afeta a qualidade da água e dos seres vivos que dela depende”, ressalta Vanceto.
A preocupação com o rio Piracicaba é tanta que Vanceto alerta a todos não só pela qualidade da água como pela questão da vazão do rio que, a cada 5 ou 10 anos, diminui drasticamente por conta das poucas chuvas, do crescimento desordenado das cidades integrantes da bacia hidrográfica e que, por sua vez, implica no desmatamento total ou parcial e no desaparecimento das nascentes.
O jornalista piracicabano lembra que o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria em 6 de abril deste ano, com o título “Ar poluído até no interior”, com base num estudo da Universidade de São Paulo (USP) que mostra que “o ar pode ser mais tóxico em Piracicaba do que na capital do Estado”.
As fotos
O jornalista explica que as fotos do rio Piracicaba foram produzidas numa das curvas do rio, logo abaixo do Distrito de Artemis, em agosto de 1989, durante o período de estiagem. “Foi possível comprovar durante essa aventura ecológica que a fala popular de que curva de rio abriga muita coisa é uma verdade. Na curva de rio tem de tudo, de embalagens plásticas e de vidro a sofás, pneus, chinelos, sacos inteiros de lixo e restos de animais, principalmente aves aquáticas, peixes e tartarugas”.
Na época o jornalista utilizou o equipamento fotográfico que ganhou de seu pai, Jair Vanceto, ao terminar a faculdade de Jornalismo - composto pela câmara Asahi Pentax K1000 com as lentes 28mm, teleobjetiva 200mm e a macro 90mm, com filme P&B 35mm Kodak. Inclusive, o equipamento fará parte da exposição.
Marcos Vanceto
Vanceto é Jornalista e pós-graduado em Marketing – UNIMEP, com especialização em Jornalismo Científico - ECA-USP. É também membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) e ex-aluno salesiano.
Em Piracicaba, atuou no Departamento de Comunicação & Marketing do Colégio e Faculdade Dom Bosco de Piracicaba e na Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Piracicaba, da Secretaria Municipal de Ação Cultural (SEMAC-Piracicaba) e do Semae.
Em São Paulo, trabalhou na Editora Abril-SP, na Comissão de Comunicação da Inspetoria Salesiana de São Paulo e respondeu pela Assessoria de Imprensa do Instituto Butantan.
Por vários anos atuou como correspondente do jornal O Estado de São Paulo em Piracicaba. Atualmente é articulista do jornal “O Democrata”, de Piracicaba.
É autor de fotos, ilustrações, artigos e reportagens em revistas e informativos institucionais, principalmente de textos oriundos de pesquisas históricas publicados na Revista do IHGP – com destaque a um texto inédito, que apresenta o ex-aluno de Dom Bosco, Agostinho (Agostino) Balmes Odísio, nascido em Turim, terra de Dom Bosco, que aos 14 anos participou do enterro de Dom Bosco com sua mãe e curiosamente é autor do imponente monumento ao Cristo Redentor instalado, em 1932, sobre a torre da igreja do Senhor Bom Jesus do Monte (matriz paroquial administrada pelos Salesianos de Dom Bosco de 1974 a 2024) e de centenas de esculturas espalhadas por igrejas, praças e cemitérios do Brasil, inclusive de esculturas de Padre Cícero. Agostinho também foi aluno de Rodin e finalizou seu ciclo de vida no Ceará.