Rafael, Mariana, Júlia, Gabriel e Gyovana: promessas de futuro

Monday, 13 June 2016 11:07 Written by 
Grande potencial individual, somado ao apoio dos pais e da escola, além do olhar cirúrgico de um técnico experiente dão a soma de um time de jovens talentos da natação, no Colégio Salesiano Sagrado Coração, no Recife, PE. Enquanto o Brasil e o mundo se mobilizam para os Jogos Olímpicos 2016, esse grupo de meninos e meninas do Colégio Salesiano é promessa de sucesso para a Natação, mas de olho nos Jogos Olímpicos de 2020.

Rafael Couto, Mariana Marques, Júlia Karla Góes, Gabriel Batista e Gyovana Echley são os nomes desses alunos, todos na faixa dos 12 anos e que têm em comum, além da afinidade com a Natação, uma promessa de sucesso para daqui a quatro anos. Todos se destacaram entre os 25 melhores da natação brasileira durante o Festival CBDA/Correios, nas categorias petiz e mirim, promovido pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

O treinador comum desses meninos e meninas é o cubano Raul Fuentes, de 57 anos e radicado no Brasil há quase 20. Os pequenos atletas e seus pais demonstram confiança no trabalho de Fuentes e não é para menos. Eles convivem com o mestre em treinos diários, tanto na escola quanto no Clube de Natação. Para explicar essa convergência de talentos, o instrutor diz: “Dom Bosco defendia o esporte como uma forma de entreter os jovens, mas a gente consegue compor com técnica e incentivo, e não dá outra”. Promessa de um futuro cheio de possibilidades para todos.

 

Protagonistas

Rafael Couto, do 6º ano, é um dos atletas com ótimo desempenho. Componente da nova geração de nadadores do Salesiano Recife, ele soma-se à novata Mariana Marques, do 7º ano, outra pré-convocada Ambos, apesar da idade, já colecionam sua primeira centena de medalhas, nas provas pelas quais têm passado.

Gabriel Batista nasceu no Rio de Janeiro, tem 12 anos e começou a nadar aos oito meses, por prescrição médica. “Ele foi crescendo e eu nem tinha muito tempo para levá-lo às aulas com regularidade”, lembra a mãe, Fernanda. A família se mudou do Rio para o Recife no final de 2014, quando Gabriel pediu pra voltar para a natação. “Ele foi matriculado no Clube do Sport Recife e também no Salesiano. Naquele momento ele se juntou aos melhores alunos da natação e a mudança na vida se deu por completo”, relata a mãe. “Competições e a nova escola deram mais foco ao Gabriel. Ele sonha ser melhor do que o Cesar Cielo, mas eu disse que tem de ter foco e treinar bastante”, conclui.

Já o atleta mirim demonstra um pouco de preocupação com o futuro. “Estou me esforçando bastante para participar, porque quero que minha família fique feliz comigo”, projeta. E para os outros garotos que também buscam melhorar seu desempenho no esporte, o recado de Gabriel é pontual: “Eles precisam se esforçar e ouvir o treinador”, referindo-se a Raul Fuentes.

 

É preciso ter garra

A aluna Júlia Karla Góes, do 7º ano, também está na lista de pré-convocados. Ela nada desde os 7 anos. “Meu pai era instrutor de mergulho em Porto de Galinhas, e eu aprendi com ele. Participei do Nordestão Salesiano em 2015, em Salvador. Disputei sete provas e ganhei todas. Acho muito legal porque poucas pessoas têm essa oportunidade, gosto de nadar e de treinar. Treino duas horas por dia, até sábado. Acho que é tranquilo treinar e estudar”.

Júlia diz que a natação lhe trouxe mais amizades. Por isso, recomenda o esporte para as outras crianças. E também deixa um recado: “A vida não é só ganhar, também é perder. Acho que pra gente conseguir as coisas, é preciso ter garra. Então, digo que nunca desistam de seus sonhos”, encerra.

Luis Carlos, pai de Júlia, conta que a família morava em Porto de Galinhas, no Litoral pernambucano, e era justo no fim de semana que ele trabalhava muito, dando aula de mergulho aos turistas. “Pensamos, então, em colocá-la no surf. Logo percebemos, entretanto, que o gosto dela era nadar. Mudamos para Recife por causa das competições. Na época seu treino era no Sesi, de Piedade. O treinador me chamou e disse que minha filha é uma pedra preciosa a ser lapidada, por seu desempenho técnico e força de vontade...”

Júlia tem cerca de 100 medalhas, 80% das quais são de ouro. É campeã pernambucana Norte e Nordeste, em 2015, e no ranking do Brasileiro ela está em terceiro lugar. “A gente tem satisfação de ver minha filha praticar um esporte. Eu sei dos benefícios de praticar esportes, para nós é muito prazeroso. Não deixa de estudar, faz reforço... E nós damos a maior força”, completa o pai.

 

Natação e saúde

Mariana Marques é outro exemplo desse grupo de alto desempenho. Ela também tem 12 anos e treina duas horas por dia, exceto aos finais de semana. Sua mãe, Maria Ângela Marques, conta cheia de orgulho, que do ano passado para cá Mariana andou arrasando. “Ela está cada vez melhor”. As aulas de natação foram o recurso que a família buscou para tratar alguns problemas de saúde e excesso de peso da garota. “Daí ela foi tomando gosto, foi mudando de técnico, até conhecer o Raul Fuentes, conquistando mais de 60 medalhas”, relata Maria Ângela. “Pedimos a Deus que ela conquiste seus objetivos. Temos apoio do colégio na prática do esporte. O coordenador e o diretor também a apoiam. Além da estrutura do colégio, que favorece a vocação esportiva, a linha pedagógica e a linha religiosa da escola são o que queríamos para Mariana”, complementa.

Mariana conta que pratica o esporte desde que tinha 4 anos. “Gosto da natação porque desde pequenininha pratico esse esporte e todo mundo da minha família também. Desde 2009, participo de competições. Me sinto realizada”, pondera a atleta mirim. Para ela, natação é um esporte que traz benefícios para a saúde e a impede de ter hábitos sedentários. “Praticar esportes é muito bom, fazemos muitas amizades. A escola incentiva a prática esportiva e sempre chamo o pessoal da minha sala para fazer natação”, encerra.

 

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Rafael, Mariana, Júlia, Gabriel e Gyovana: promessas de futuro

Monday, 13 June 2016 11:07 Written by 
Grande potencial individual, somado ao apoio dos pais e da escola, além do olhar cirúrgico de um técnico experiente dão a soma de um time de jovens talentos da natação, no Colégio Salesiano Sagrado Coração, no Recife, PE. Enquanto o Brasil e o mundo se mobilizam para os Jogos Olímpicos 2016, esse grupo de meninos e meninas do Colégio Salesiano é promessa de sucesso para a Natação, mas de olho nos Jogos Olímpicos de 2020.

Rafael Couto, Mariana Marques, Júlia Karla Góes, Gabriel Batista e Gyovana Echley são os nomes desses alunos, todos na faixa dos 12 anos e que têm em comum, além da afinidade com a Natação, uma promessa de sucesso para daqui a quatro anos. Todos se destacaram entre os 25 melhores da natação brasileira durante o Festival CBDA/Correios, nas categorias petiz e mirim, promovido pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

O treinador comum desses meninos e meninas é o cubano Raul Fuentes, de 57 anos e radicado no Brasil há quase 20. Os pequenos atletas e seus pais demonstram confiança no trabalho de Fuentes e não é para menos. Eles convivem com o mestre em treinos diários, tanto na escola quanto no Clube de Natação. Para explicar essa convergência de talentos, o instrutor diz: “Dom Bosco defendia o esporte como uma forma de entreter os jovens, mas a gente consegue compor com técnica e incentivo, e não dá outra”. Promessa de um futuro cheio de possibilidades para todos.

 

Protagonistas

Rafael Couto, do 6º ano, é um dos atletas com ótimo desempenho. Componente da nova geração de nadadores do Salesiano Recife, ele soma-se à novata Mariana Marques, do 7º ano, outra pré-convocada Ambos, apesar da idade, já colecionam sua primeira centena de medalhas, nas provas pelas quais têm passado.

Gabriel Batista nasceu no Rio de Janeiro, tem 12 anos e começou a nadar aos oito meses, por prescrição médica. “Ele foi crescendo e eu nem tinha muito tempo para levá-lo às aulas com regularidade”, lembra a mãe, Fernanda. A família se mudou do Rio para o Recife no final de 2014, quando Gabriel pediu pra voltar para a natação. “Ele foi matriculado no Clube do Sport Recife e também no Salesiano. Naquele momento ele se juntou aos melhores alunos da natação e a mudança na vida se deu por completo”, relata a mãe. “Competições e a nova escola deram mais foco ao Gabriel. Ele sonha ser melhor do que o Cesar Cielo, mas eu disse que tem de ter foco e treinar bastante”, conclui.

Já o atleta mirim demonstra um pouco de preocupação com o futuro. “Estou me esforçando bastante para participar, porque quero que minha família fique feliz comigo”, projeta. E para os outros garotos que também buscam melhorar seu desempenho no esporte, o recado de Gabriel é pontual: “Eles precisam se esforçar e ouvir o treinador”, referindo-se a Raul Fuentes.

 

É preciso ter garra

A aluna Júlia Karla Góes, do 7º ano, também está na lista de pré-convocados. Ela nada desde os 7 anos. “Meu pai era instrutor de mergulho em Porto de Galinhas, e eu aprendi com ele. Participei do Nordestão Salesiano em 2015, em Salvador. Disputei sete provas e ganhei todas. Acho muito legal porque poucas pessoas têm essa oportunidade, gosto de nadar e de treinar. Treino duas horas por dia, até sábado. Acho que é tranquilo treinar e estudar”.

Júlia diz que a natação lhe trouxe mais amizades. Por isso, recomenda o esporte para as outras crianças. E também deixa um recado: “A vida não é só ganhar, também é perder. Acho que pra gente conseguir as coisas, é preciso ter garra. Então, digo que nunca desistam de seus sonhos”, encerra.

Luis Carlos, pai de Júlia, conta que a família morava em Porto de Galinhas, no Litoral pernambucano, e era justo no fim de semana que ele trabalhava muito, dando aula de mergulho aos turistas. “Pensamos, então, em colocá-la no surf. Logo percebemos, entretanto, que o gosto dela era nadar. Mudamos para Recife por causa das competições. Na época seu treino era no Sesi, de Piedade. O treinador me chamou e disse que minha filha é uma pedra preciosa a ser lapidada, por seu desempenho técnico e força de vontade...”

Júlia tem cerca de 100 medalhas, 80% das quais são de ouro. É campeã pernambucana Norte e Nordeste, em 2015, e no ranking do Brasileiro ela está em terceiro lugar. “A gente tem satisfação de ver minha filha praticar um esporte. Eu sei dos benefícios de praticar esportes, para nós é muito prazeroso. Não deixa de estudar, faz reforço... E nós damos a maior força”, completa o pai.

 

Natação e saúde

Mariana Marques é outro exemplo desse grupo de alto desempenho. Ela também tem 12 anos e treina duas horas por dia, exceto aos finais de semana. Sua mãe, Maria Ângela Marques, conta cheia de orgulho, que do ano passado para cá Mariana andou arrasando. “Ela está cada vez melhor”. As aulas de natação foram o recurso que a família buscou para tratar alguns problemas de saúde e excesso de peso da garota. “Daí ela foi tomando gosto, foi mudando de técnico, até conhecer o Raul Fuentes, conquistando mais de 60 medalhas”, relata Maria Ângela. “Pedimos a Deus que ela conquiste seus objetivos. Temos apoio do colégio na prática do esporte. O coordenador e o diretor também a apoiam. Além da estrutura do colégio, que favorece a vocação esportiva, a linha pedagógica e a linha religiosa da escola são o que queríamos para Mariana”, complementa.

Mariana conta que pratica o esporte desde que tinha 4 anos. “Gosto da natação porque desde pequenininha pratico esse esporte e todo mundo da minha família também. Desde 2009, participo de competições. Me sinto realizada”, pondera a atleta mirim. Para ela, natação é um esporte que traz benefícios para a saúde e a impede de ter hábitos sedentários. “Praticar esportes é muito bom, fazemos muitas amizades. A escola incentiva a prática esportiva e sempre chamo o pessoal da minha sala para fazer natação”, encerra.

 

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